A Câmara de Vereadores de Itu votou e rejeitou, com nove votos contrários, o requerimento de autoria de Guilherme dos Reis Gazzola (PPS) que questionava a relação entre a prefeitura municipal e a empresa Estrutural que supostamente estaria retirando terra de uma obra que realiza na cidade de Salto e trazendo clandestinamente para a construção da Avenida Galileu Bicudo (Norte/Sul) em Itu.
Em seu requerimento, Gazzola solicita cópia do contrato e período em que a empresa prestará serviços à prefeitura de Itu e questiona quem arca com os gastos, caso a obra de Itu venha necessitar de terra. Antes da votação, o líder da bancada do prefeito na Câmara Benedito Roque Moraes (PSDC), respondeu aos questionamentos trazendo o número do contrato da prefeitura com a construtora e afirmou que a responsabilidade sobre a terra adquirida para a obra é da empresa contratada.
Os argumentos de Moraes foram rebatidos por Gazzola que afirmou que a Câmara de Itu está se omitindo. Já o presidente do Legislativo, Luiz Francisco de Arruda Costa (DEM) afirmou que se a cidade de Salto teve terra retirada de forma ilegal esse é um problema da cidade vizinha.
"Os vereadores de Salto tem toda a competência para fiscalizar as obras realizadas em sua cidade. Se lá teve um problema de roubo eles têm que resolver lá. Se for comprovado que a empresa retirou a terra de forma ilegal que processem a empresa", argumentou Costa. Procurado pelo Periscópio, Gazzola lamentou a postura da Câmara. "O Legislativo tem como obrigação fiscalizar o trabalho das prestadoras de serviço da nossa prefeitura. Nos negar a fazer isso é omissão", argumentou. Sobre os esclarecimentos de Moraes, Gazzola afirmou; "Essa postura do líder do prefeito é uma palhaçada. Se eu perguntei regimentalmente, quero a resposta da mesma forma. A palavra não vale nada, eu pedi para ver documentos".
O caso do desvio de terra foi descoberto por um jornal de Salto que abordou a suposta retirada de Terra de um terreno do Jardim Celani, em Salto, para a construção da Avenida Galileu Bicudo, em Itu. Segundo consta na matéria, a Construtora Estrutural estaria utilizando a terra da cidade vizinha, sem autorização, nas obras de Itu.
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