O promotor de justiça Amauri Arfelli enviou à Câmara Municipal de Itu um documento no qual pede esclarecimentos quanto ao paradeiro do documento que comprova o título de Fidelíssima da cidade de Itu, outorgado por D. Pedro I logo após a Independência. O pedido do promotor foi originado a partir de denúncia feita pelo cidadão João Lourenço do Valle, em 13 de janeiro de 2010, em que argumenta que tal documento está desaparecido.
Na denúncia feita à promotoria, Valle juntou documentos que registram a passagem do documento por Itu, entre eles está um artigo assinado Paulo Carlos Mansur publicado em 1° de janeiro de 1969, no Jornal Periscópio em que narra como o documento veio parar em suas mãos. Segundo o texto, o documento foi encontrado por um colecionador em um sebo na cidade do Rio de Janeiro e lhe foi oferecido em troca de um vaso de porcelana chinesa. Mansur conta que o título foi doado primeiramente à Loja Maçonica Regente Feijó e posteriormente à prefeitura ficando exposto na secretaria da Câmara de Vereadores.
O denunciante argumenta ainda que a presidente da Câmara de Itu de 2004 e 2006, Balbina de Paula Santos em sessão ordinária levantou os questionamentos sobre a localização de tal documento que não mais se encontrava na Câmara.
"Eu já havia questionado o presidente do Legislativo sobre o documento em agosto do ano passado e ainda não recebi resposta, por isso resolvi recorrer a justiça", declarou o denunciante.
O Periscópio procurou pelo atual presidente da Mesa diretora da Câmara, Luiz Francisco de Arruda Costa (DEM) que declarou ter pedido um prazo de 90 dias para responder o questionamento da promotoria. "Eu, pessoalmente nunca vi esse documento aqui na Câmara. Porém, há a versão de que o que esteve aqui em Itu é uma cópia, o documento original do título deve estar guardado no Arquivo Nacional no Rio Janeiro", afirmou o presidente que informou que o Legislativo já formou uma comissão composta por três funcionários que irão levantar todos os dados sobre este documento.
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