28ª edição da Missa Afro em Itu acontece hoje, celebrando apoio da Shefa à UNEI

Nesta sexta-feira (20), às19h, acontece a 28ª edição da tradicional Missa Afro. O evento celebra o feriado municipal da Consciência Negra, que lembra a morte de Zumbi dos Palmares – líder quilombola martirizado em defesa da liberdade do povo negro. Neste ano, a cerimônia conta com duas novidades: será uma missa campal e contará com apoio da Shefa (leia mais a seguir)

Com realização da UNEI (União Negra de Itu) e da Paróquia de Nossa Senhora da Candelária, a Missa Afro será celebrada pelo Padre Renilton Fontes em frente à Praça Dom Pedro I (antigo Largo de São Francisco). Será, portanto, diferente do que ocorre todos os anos, quando é realizada na Igreja de São Benedito. A missa também tem apoio da Folia de Reis Estrela do Oriente e da Escola de Samba Acadêmicos do Vale do Sol.

 Vicente Sampaio, presidente da UNEI, comenta a mudança de local. “Para a gente é uma experiência nova, porque essa missa era feita na Igreja São Benedito, com toda estrutura dela. Devido à pandemia, estamos trazendo para o Largo de São Francisco, onde, talvez as pessoas mais antigas saibam, foi feita a primeira Igreja de São Benedito”, relata.

Ele faz referência à Igreja de São Luiz de Tolosa, no Largo de São Francisco, onde a irmandade de São Benedito foi fundada em 1693. Porém, em 1907, um incêndio a destruiu, com a inauguração anos depois da atual Igreja de São Benedito, na Rua Santa Cruz. “O Cruzeiro era um ponto onde os negros trocavam ideias”, explica o presidente.

O Cruzeiro tem importância também por ser, segundo pesquisas recentes definiram, com base em fontes primárias, de autoria do negro Joaquim Pinto de Oliveira, o Mestre Canteiro Thebas – escravo que revolucionou a arquitetura paulistana no século 18, sendo ele o responsável pela construção da torre principal da primeira Catedral da Sé (1750).

 O evento objetiva preservar e difundir a cultura afro em Itu por meio do culto e sincretismo religioso, histórico e tradicional entre a comunidade negra ituana e suas ancestralidades. A missa teve início com o Padre Ennes, sendo trazida para a comunidade pela Pastoral do Negro em 1993.

 Segundo o historiador André Santos Luigi, a missa é baseada em textos e melodias criados pelo padre Reginaldo Veloso e adaptada pela comunidade negra ituana, que inseriu no repertório outras canções populares, criadas por compositores oriundos da cultura negra brasileira como dona Ivone Lara, Sombrinha e Clara Nunes. Com o passar dos anos, a celebração foi se firmando e fazendo parte do calendário de eventos de Itu.

 A cerimônia conta com símbolos afros, como as folhas de mangueiras, que representam um dos únicos alimentos que os negros possuíam na época da escravidão, além de ervas medicinais, flores, produtos agrícolas como cana-de-açúcar e café, que têm sempre um significado importante em sua cultura. Os interessados podem participar com trajes que melhor representam a sua ascendência africana.

 Durante a missa, muita dança e música no dialeto africano nagô, além do tupi-guarani, se misturam com a linguagem religiosa do cristianismo. Os cânticos são acompanhados por atabaques, berimbaus, violões e agogôs.

Apoio da Shefa

O apoio da empresa Shefa vai além do evento desta sexta-feira. “O principal objetivo com essa parceria é a construção da sede da UNEI, que fica no São Judas Tadeu, um bairro periférico, onde a entidade, juntamente com a comunidade, tem muita coisa para se fazer”, explica Vicente Sampaio, que agradece ao Diretor Presidente da Shefa, Roberto Adabo.

“A gente quer aproveitar a oportunidade e agradecer por ter confiado na entidade e acreditado. Se Deus quiser a gente vai procurar estar à altura dessa credibilidade que ele está dando para a gente. Ficamos felizes de, hoje, estarmos fazendo uma parceria com uma empresa muito séria, importante no contexto industrial do Brasil. Essa empresa acreditou e está acreditando na gente”, comenta.

 Segundo Sampaio, a sede social tem como objetivo trazer cursos profissionalizantes, reforço escolar, educação ambiental e social, oficinas culturais, oficinas na área de saúde, atendimento ao público com orientações jurídicas, atendimento psicológicos e assistentes sociais com parcerias de estudantes em estágio nas áreas específicas e palestras diversificadas

 No local, haverá uma biblioteca com livros temáticos voltados a jovens, adultos, crianças, professores com orientadores ao tema da Cultura Afro Brasileira, Feira Afro e outros eventos destinados à comunidade no geral.

 Roberto Adabo reforça esse apoio. “A cada dia que passa estamos nos aproximando mais da comunidade. Somos uma empresa com essência, princípios e raízes, e para nós é uma honra poder contribuir com essa causa tão nobre. Educação é uma prioridade, e com esse apoio, nosso objetivo é contribuir com a sociedade como um todo”, comenta o Diretor Presidente.

“Queremos que a Shefa seja reconhecida como empresa de valores humanos, de inovação tecnológica, responsável pela manutenção dos padrões éticos e de credibilidade, com foco na capacitação de pessoas, na superação das expectativas de seus clientes e parceiros e assumindo o seu papel no desenvolvimento da sociedade e na preservação do meio ambiente”, finaliza.

Sobre a Shefa

A Shefa produz variados tipos de leite longa vida e achocolatados, além de diversas bebidas à base de soja e sucos de frutas prontos para beber. Desde 1976, a empresa faz parte do dia-a-dia do brasileiro mantendo seu compromisso com a qualidade de vida e levando toda a saúde e o sabor do campo aos seus produtos. Seu parque industrial está instalado numa fazenda em Amparo/SP.

“Passamos por quatro décadas melhorando continuamente os nossos processos de fabricação, através de desenvolvimento e pesquisa para que a inovação chegasse aos lares dos consumidores sem perder a essência, a promessa e a nossa origem. Hoje tecnologia e responsabilidade socioambiental fazem parte de nosso modelo de atuação”, explica Adabo.

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