Amor de mãe

Aquele abraço que aconchega, o carinho que conforta e o maior amor que existe: o de mãe. A importância e consideração por aquela que é responsável por gerar a vida é tão grande que desde a Idade Antiga existem relatos de rituais e festivais feitos para celebrar as figuras Mitológicas que representavam as mães.

No Brasil a data é celebrada neste segundo domingo de maio e, para homenagear todas as mamães, o Periscópio trouxe relatos especiais de três mulheres que optaram pela maternidade e compartilham do maior amor do mundo!

Amor triplicado
Casada há 15 anos com o corretor de seguros Pedro Ribeiro, de 52 anos, a artesã Ana Carolina Ribeiro, de 38 anos, é mãe de quatro filhas e conta com orgulho ao JP a sua trajetória de maternidade. “Tivemos a Maria Luiza (atualmente com 12 anos) e depois de um tempo queríamos dar um irmão para ela. Tentava engravidar e não conseguia, foi um ano de tentativas e nada. Depois descobri que estava grávida e que não era de um, e sim três bebês. Levamos um susto”, comenta Ana Carolina.

Após o nascimento das trigêmeas (Isadora, Giovana e Alice, hoje com sete anos), os desafios da maternidade aumentaram, assim como os bons sentimentos, como explica a artesã. “Na verdade, me descobri multimãe, multimulher e aprendendo sempre. O amor não tem números, nem palavras que definam, esse é multiplicado a potência máxima e com certeza é daí que tiro toda a força que preciso para encarar meus dias mais puxados”.

Ana Carolina acrescenta: “A maternidade só me fez ser uma pessoa melhor, uma pessoa com mais amor e compreensão, minhas filhas são a minha maior riqueza”. Dizendo despertar curiosidades ao passear com suas filhas, Ana Carolina encerra. “Me sinto orgulhosa por receber essa benção. Me sinto especial e iluminada por ter sido escolhida e certamente capaz”.

Amor de coração
Diferente do que aconteceu com Ana Carolina, Rosane Sabbadini, de 41 anos, não pôde ter filhos biológicos por problemas de fertilidade. “Tínhamos a opção de fertilização in vitro ou adoção. Optamos pela adoção após algumas pesquisas sobre a fertilização, que nos desanimou um pouco”, explica Rosane.

A partir do momento em que optaram pela adoção, Rosane e o marido Ronaldo procuraram a Vara da Infância e, após separarem uma série de documentos, iniciaram o processo. “Protocolamos o pedido e após dois meses iniciamos a fase de entrevistas com a equipe técnica. Fizemos um acompanhamento psicológico, participamos de cursos ministrados pela própria equipe técnica e pela promotora da infância”, relata.

Após darem os primeiros passos, Rosane e o marido ainda tiveram que passar por muitas outras etapas. “Todo o processo levou em torno de dois anos, até obtermos a guarda provisória dela. Depois levou mais um ano para a guarda definitiva”, diz.

E Rosane e Ronaldo adotaram a pequena Camille. Quando finalmente foi adotada, ela tinha 5 anos e meio (hoje tem 9). No entanto, Rosane enfrentou algumas dificuldades no início. “As maiores dificuldades foram entender o que ela expressava, já que ela pouco falava, e quando falava a gente não conseguia entender. Ensinar o básico, ela não conhecia cor, letras, não sabia o nome das coisas. Tudo pra ela era ‘isso lá’”,
relata.

Apesar de todas as dificuldades, Rosane afirma que ser mãe é “sublime”. “Não tem nada igual. Aquele clichê de que só depois que a gente é mãe consegue entender o que é ser mãe é a coisa mais verdadeira que eu já ouvi na vida. Você vibra com cada conquista, sofre o dobro quando eles sofrem. As mães não desligam de seus filhos nunca”, ressalta.

Amor sem limites
Ana Beatriz Sioli descobriu a gravidez aos três meses, quando o marido Edgar disse que ela estava com “um ‘jeitão’ diferente”. “Resolvi comprar um exame de farmácia para tirar a prova. Fiz sozinha em casa, chorei muito no quarto de felicidade. Minha mãe foi a primeira a
saber. Meu marido, o segundo. Aí resolvemos fazer o exame de sangue em laboratório para ter certeza mesmo. Depois contei para toda a família e amigos. Foi bem emocionante”.

No entanto, Bia diz que os desafios da maternidade são inúmeros e que nunca acabam, apenas “vão se transformando”. “O mundo anda bem bagunçado, então, conseguir dar conta de uma boa educação, passar bons exemplos, não ser liberal nem autoritária demais, escutar palpite de parentes, ler revistas com matérias que só mostram o quanto você não faz nada como deveria, e saber dosar tudo isso sem perder a ternura é um trabalho bem cansativo. Mas compensador”, declara.

Além disso, Bia enfrenta o desafio de lidar com situações incomodas que outras pessoas acabam criando por causa da Síndrome de Down (SD) de João Pedro. “Ainda me incomoda muito o olhar de pena das pessoas, quando nos encontram nos corredores do supermercado, quando para me confortar, alegam que o grau dele é bem ‘levinho’ (SD não tem grau) ou quando percebo que a mãe puxa seu filho para que não se aproxime do meu, como se tivesse alguma doença contagiosa”, relata.

“Na nossa relação, brigamos, brincamos, interagimos e aprendemos um com o outro, todos os dias. É claro, que sua saúde e a SD estão ali, não posso fingir que essa preocupação não existe porque existe, é real. Mas eu não deixo que ela nos atrapalhe, nos cerceie, nos imponha limites. Ainda compro briga, faço cara feia e clamo por respeito. Afinal, é meu filho. Com ou sem SD”, destaca.

Mesmo com todos os desafios e dificuldades, a gratificação é sempre maior. “Olhar para essa pequena criaturinha branquela, loira, safada, com esses lindos e penetrantes olhos azuis e ter a certeza que estou fazendo o meu melhor [é gratificante]”, finaliza.

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