Bombeiros de Itu auxiliam nas buscas por desaparecidos em Brumadinho

Equipe deixou Itu na noite de 3 de fevereiro e permanecerá na cidade mineira até sexta/ Foto – Divulgação

Na noite do último domingo (03), uma equipe do Corpo de Bombeiros de Itu, formada por quatro integrantes, viajou rumo a cidade de Brumadinho/MG, para auxiliar nas buscas aos desaparecidos na tragédia resultante do rompimento da barragem de dejetos da mineradora Vale do Rio Doce, ocorrida no dia 25 de janeiro.

O Comandante do Corpo de Bombeiros de Itu, 1º Tenente Michelin, o 1º Sargento Carneiro e os Cabos Ayres e Alfredo permanecerão na cidade mineira até sexta-feira (08), compondo uma equipe de 36 bombeiros, integrantes de uma segunda remessa enviada pelo Estado de São Paulo para Brumadinho.

Ao Periscópio, o 1º Tenente Michelin comentou, antes da viagem, sobre o trabalho que seria desempenhado. “A princípio, auxiliaremos nas buscas, mas podem ser nos passadas outras missões também, assim como os pontos em que iremos atuar”, revela.

Análise da água
Conforme o Periscópio noticiou em sua última edição, a Fundação SOS Mata Atlântica deu início no dia 31 de janeiro à Expedição Paraopeba, que irá percorrer 356 km deste rio, de Brumadinho à Hidroelétrica Retiro Baixo e o reservatório de Três Marias, em Felixlândia. No primeiro dia da viagem o resultado foi negativo e a chuva também atrapalhou o acesso aos locais de análise.

Os dois pontos monitorados pela equipe estavam com qualidade de água ruim. Essa região está localizada no marco zero do deslizamento da barragem, entre o Córrego do Feijão e o município de Mário Campos. A primeira análise foi realizada 100 metros antes da área afetada pela lama e o resultado ali já demonstrava que a situação não seria boa. Já no município de Mário Campos o cenário foi ainda mais desolador.

“Neste local sequer foi possível analisar outros indicadores a não ser a oxigenação da água, que chegou a zero e a turbidez, que estava quase 100 vezes o indicado pela legislação para água de rios e mananciais. O rio mais parecia um tijolo líquido”, afirma a ituana Malu Ribeiro, especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica.

A turbidez da água é avaliada pela quantidade de partícula sólida em suspensão, o que impede a passagem da luz e a fotossíntese, causando a morte da vida aquática. No local, a turbidez chegou a quase 10 mil NTU – o ideal segundo a legislação para água doce superficial é de até 100. NTU é a sigla em inglês para a unidade matemática Nefelométrica de Turbidez (Nephelometric Turbidity Unity).

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