Cães e gatos: aumento de abandono e falta de adoção na Zoonoses

Quando um cão é adotado, sentimento na Zoonoses é de extrema satisfação
(Foto: Divulgação/Zoonoses)

Com a pandemia do novo coronavírus, o número de abandono de animais cresceu na cidade. Por outro lado, diminuiu consideravelmente as adoções. O médico veterinário Dr. Sérgio Castanheira de Sousa, coordenador do Centro de Controle de Zoonoses da cidade, alerta para o fato e se diz preocupado com a atual situação.

“Mesmo com a Pandemia do Covid-19, o Centro de Controle de Zoonoses continuou com todas as suas atividades, seguindo os protocolos da OMS, do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. Por conta de uma possível crise econômica se instalando no país, as pessoas acabam abandonando seus animais, pois muitas estão se mudando para casas menores, ou indo morar com algum familiar, e às vezes não pode levar junto seu animal de estimação”, constata o veterinário.

Por conta da quarentena, o número de adoções do Centro de Controle diminuiu, uma vez que não estão sendo realizadas as feirinhas mensais na Praça do Carmo (para evitar aglomerações), o que contribuía muito com as adoções de cães e gatos abandonados nas ruas da cidade. Segundo Castanheira, “mesmo não acontecendo a Feirinha de Adoção, o CCZ não parou com nenhuma de suas atividades desde o inicio da pandemia”.

“Itu é a única cidade no Estado com dois Departamentos de Zoonoses com canis e gatis (Vila Progresso e Vila Martins), e estamos mantendo os trabalhos com os atendimentos clínicos veterinários, cirurgias de castração, e as adoções, que estão acontecendo diretamente em nosso setor, sempre seguindo os protocolos de segurança recomendados (distanciamento entre pessoas, uso de mascara de proteção e uso de álcool gel)”. afirma Castanheira.

Funcionando normalmente, o Centro de Controle de Zoonoses da Vila Progresso, em período de isolamento social, contabiliza desde o início da quarentena em março até o último dia 10, um total de 90 recolhimentos de cães e gatos, 837 atendimentos clínicos de animais de proprietários de baixa renda, 12 coletas de material para diagnóstico de raiva e 53 processos administrativos (denúncias em geral). Além disso, 202 animais receberam vacinação antirrábica.

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