Cinerama: Jovens Bruxas – Nova Irmandade

Por André Roedel

Sony Pictures | 1h35 | Terror/Drama
Em cartaz hoje e amanhã às 18h no Cine Plaza (dublado)

Continuação (e talvez um reboot) do filme de 1996, “Jovens Bruxas – Nova Irmandade” é uma grande perda de tempo. O filme, de acordo com a sinopse, “acompanha um quarteto eclético de bruxas aprendizes e adolescentes que acabam recebendo muito mais do que conseguem lidar enquanto tentavam entender sobre seus novos poderes e seu vínculo”.

Quem lê isso até se interessa pela produção. Mas adianto: não vale a pena. Dirigido por Zoe Lister-Jones, o filme é uma confusão só. O roteiro é péssimo, os efeitos parecem daquela novela dos mutantes da Record e as atuações são sofríveis demais. Apesar das quatro atrizes principais terem sincronia em tela e se esforçarem, tudo conspira para que a obra seja uma lástima.

A trama gira entorno da jovem Lily (Cailee Spaeny), que se muda para a casa do novo namorado da mãe e, lá, começa a presenciar paradas sobrenaturais. Além disso, precisa enfrentar os desafios comuns da “nova garota da cidade”, como o bullying na escola e fazer amigos em um local que não conhece.

A partir daí, uma sucessão de equívocos preenchem a 1h35 de duração do filme. Não há concisão no roteiro, tudo parece uma novelinha adolescente sem sal nem a açúcar e o antagonista da trama é tão previsível e risível que não dá para levar a sério.

“Jovens Bruxas – Nova Irmandade” até coloca discussões interessantes sobre sororidade (sentimento de solidariedade e empatia entre meninas e mulheres) e respeito às diferentes diferenças, mas é tudo tão raso e superficial. Dá a impressão de que só colocaram isso para agradar uma militância, não se preocupando com a noção cinematográfica da coisa.

Enfim, o filme é um grande desperdício de tempo e só vale mesmo para quem curte esse lance de bruxaria e não liga para a baixa qualidade da produção.

Nota: ☆

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