Com pandemia, esporte segue parado

Edson Corsi praticamente perdeu toda sua equipe de futsal feminino para Indaiatuba (Divulgação)

Quando esperava-se que a pandemia iria ceder espaço, com a chegada da vacina, a realidade mostra que o vírus acabou sendo mais rápido e uma segunda onda está fazendo com que as restrições sejam maiores que antes. O esporte, como não poderia deixar de ser, não fugiu ao problema e tudo segue parado em todas as modalidades.

Para o professor Edson Roberto Corsi, premiadíssimo treinador da equipe de futsal feminino do Ituano, a situação ficou bastante difícil. “No final do ano passado tínhamos de disputar a Liga Nacional, a primeira fase em Indaiatuba e a final em Marília. Não fomos e minhas atletas acabaram indo jogar por Indaiatuba e ficaram vice-campeãs nacionais. Agora estou sem equipe. Indaiatuba contratou todas as meninas para a Liga Paulista e Nacional. Quando puder voltar, terei de começar tudo do zero”, lamenta.

Para o ex-zagueiro do Ituano Edson Batista Oliveira, “os clubes estão muito mais preparados para combater a Covid. Vários atletas já pegaram e se recuperaram rápido”. Ele entende também que “é mais fácil cuidar de um grupo que obedece aos protocolos”.

Jarbas Duarte, jornalista e radialista, não é atleta, mas vive do esporte. “Se for pensar pelo lado profissional, estou perdendo dinheiro. Estou sem narrar jogos pela Globo/CBN Campinas, não narro pelo meu aplicativo Rádio Futebol ao Vivo e o que estou fazendo são somente narrações de futebol digital”.

 Jarbas, entretanto, diz que “é preciso ver também o lado humano. O problema é que os políticos estão fazendo uma confusão na cabeça da gente, um absurdo. Então, profissionalmente estou prejudicado, mas o lado humano precisa ser preservado acima de tudo”, conclui.

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