Dia do Esportista foi comemorado em 19 de fevereiro

No dia 19 de fevereiro comemorou-se o Dia do Esportista, cujo objetivo é a homenagem e conscientização a prática do esporte, como meio de desenvolvimento de uma vida mais saudável.

Em tempos de pandemia, quando a prática esportiva ficou seriamente prejudicada, o Periscópio manteve contato com dois esportistas cujas modalidades reúnem em sua maioria pessoas da chamada melhor idade e que além de esportistas, acabam sendo amigos de décadas.

A paralisação forçosamente decretada pelo novo coronavírus dificultou ainda mais o relacionamento desses esportistas, que de praticamente diário e muito próximo, passou a ser absolutamente distante e, aos poucos, começa a retomar o que convencionou-se chamar de novo normal.

 

Osni Fabrício da Silva

Osni Fabrício da Silva, 69 anos, um dos grandes amantes da Bocha, um esporte que embora possa ser praticado por todas as idades, mas tem nos mais idosos seu público principal, diz que “todos os campeonatos oficiais elaborados pela FPBB – Federação Paulista de Bocha estão suspensos e sem data para retomada”.

Osni afirma, entretanto, que “estão acontecendo alguns torneios em clubes particulares”. Como a Bocha não é um esporte de contato físico, “as canchas foram liberadas em 4 de fevereiro para treinos e assim estamos jogando, todos usando máscara e equipamentos individuais, além do álcool em gel e pano para as mãos”.

 Mesmo assim, o dirigente diz que vários companheiros, principalmente os com mais de 70 anos, ainda não voltaram. “Estamos ansiosos para receber a vacina o mais breve possível”, afirma com otimismo.

Manoel Monteiro Cavarches

Outra modalidade tradicionalmente praticada pela melhor idade é a Malha, que tem em Manoel Monteiro Cavarches, 79 anos, um dos expoentes na cidade. Ele não esconde a decepção: “essa pandemia acabou com tudo. Nós, amigos da Malha, acabamos sendo obrigados a nos afastar uns dos outros”.

 Ele afirma que “estamos parados, como estão parados os torneios e os campeonatos na região. Não treinamos, não jogamos e nem nos reunimos para discutir assuntos da malha”, lamenta Manoel, dizendo que “isso é muito triste. É preciso que possamos voltar logo para recomeçarmos a praticar e divulgar a cidade de Itu no esporte da Malha”.

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