ENTREVISTA ESPECIAL: Herculano Passos fala sobre sua reeleição e atuação como deputado federal

Dando início a série de reportagens com os candidatos de Itu vitoriosos nas urnas, o Periscópio manteve contato com o deputado federal reeleito com 49.653 votos, Herculano Passos (MDB) que falou sobre a continuidade de seu trabalho parlamentar.

JPAgora reeleito, como se dará seu trabalho em Brasília?

R: Continuarei defendendo a bandeira do turismo, que é um fator de crescimento econômico, gera emprego, renda e desenvolvimento. E defender também todas as propostas que beneficiem os municípios. Outra prioridade será a de levar recursos para as cidades da região, em especial na área da Saúde.

JP – Comparando com 2014, houve uma redução no número de votos recebidos. A que o senhor credita isso?

R: Os deputados que foram à reeleição tiveram uma redução significativa dos votos e atribuo isso às votações expressivas dos candidatos do PSL. A Câmara Federal terá 47,3% de novos parlamentares e eu acho importante essa renovação aliada à experiência dos que, como eu, se reelegeram.

 

JP – Sem Rita Passos na Assembleia, aumentará o desafio para a sua atuação?

R: Lamentavelmente, perdemos uma deputada atuante e a que mais trouxe benefícios, recursos e programas de governo na história de Itu. Mas continuarei fazendo o meu trabalho com foco na região e no desenvolvimento do país.

 

JP Durante o 1º turno, nomes decanos da política não se reelegeram ou avançaram para o 2º turno. Como analisa esse cenário?

R: Como disse, foi o efeito Bolsonaro.

 

JP Em tempos de polarização e cada vez mais a propagação das “fake news” por meio das redes sociais, como foi realizar a campanha de 2018?

R:  Já tivemos polarização em outras campanhas, mas a deste ano foi atípica. Candidatos que apareciam muito bem colocados nas pesquisas até o dia da eleição foram derrubados por candidatos do PSL. Do outro lado, tínhamos o próprio PT e, no meio disso tudo, os candidatos que não eram nem de esquerda nem de direita e brigaram pelos votos que sobraram. De minha parte, não houve tantas notícias falsas nesta eleição, acredito que elas aconteçam mais nas disputas majoritárias. Mas me chocou muito a facilidade com que as pessoas compartilharam esse conteúdo, muitas vezes, sabendo que era falso.

 

JP – Como o senhor analisa o crescimento e até mesmo a eleição de candidaturas coletivas?

R: Acho que as propostas apresentadas têm um público específico e numeroso o bastante para eleger um candidato.

 

JP – Para o 2º turno, o senhor irá apoiar quem para o governo de São Paulo?

R: Márcio França.

 

JP – E para a presidência da República?

R:  Jair Bolsonaro.

 

JPMuito se discute, principalmente neste ano, sobre o voto útil. O que o senhor pensa a respeito?

R: É o ônus da polarização. O eleitor abre mão de votar em quem gostaria para votar no adversário de quem não quer que vença. No segundo turno, acredito que boa parte dos votos será motivada por esse sentimento: os que não querem o PT votarão no Bolsonaro. Os que não querem Bolsonaro votarão no PT.

 

JP – Independente dos resultados de 28 de outubro, o que o senhor  espera do País para os próximos quatro anos?

R: Será um mandato difícil para qualquer que seja o novo presidente. Desafio para montar uma equipe competente e que dê conta do recado no cenário em que nos encontramos e reformas dificílimas que precisam ser feitas. Aqui no Congresso, os debates ficarão ainda mais acirrados entre os dois maiores partidos (direita e esquerda), o que deve dificultar as votações. Quanto a mim, continuarei a fazer um trabalho coerente com minhas convicções e ouvindo as pessoas que me elegeram.

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