Estádio Novelli Jr. é cenário de curta que será lançado em Salto em novembro

Foto: Arthur Elias

O Estádio Novelli Jr. é o principal cenário do curta “Campo Minado”, projeto de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da estudante Jessica Camargo Teleze, de 21 anos, que se formará este ano em Cinema pelo CEUNSP (Centro Nossa Senhora do Patrocínio).

O curta, que possui cerca de 15 minutos de duração e foi gravado em uma semana, conta a história do personagem Baiano, um jogador de futebol que está num time de interior e tem uma proposta para jogar na Europa. Em uma festa, o personagem se relaciona, de forma escondida, com Johnny, amigo de Priscila, mulher que trabalha no mesmo time que Baiano. Porém Priscila espalha para o time sobre o ocorrido e Baiano sofre homofobia.

A partir disso, ele sofre uma violência em um jogo, no dia em que olheiros foram fechar contrato, mas sem sucesso. “O curta fala sobre a violência dentro do futebol”, explica Jessica, roteirista, diretora e produtora junto com Nicholas Col, produtor que atua em Los Angeles, EUA, que ficou responsável pela parte administrativa da produção, enquanto Jessica ficou com a parte de captação de recursos.

A produção total do filme contou com cerca de 45 pessoas, dentre equipe técnica, figuração e elenco. Jessica também conta que o filme será lançado no 5º Festival de Curtas de Salto, que ocorre nos dias 12, 13 e 14 de novembro na Sala Palma de Ouro, em Salto, a partir das 19h. “Estamos com uma divulgação tranquila, porque nossa estreia no Festival não é a final do filme. Temos que finalizar ajuste de cor de imagem e pós-produção, direitos autorais de músicas”, afirma, adicionando que a proposta é finalizar o curta até o meio de dezembro.

As cenas de estádio, vestiário, refeitório e campo foram gravadas no estádio do Ituano Futebol Clube, e Jessica comenta sobre a escolha. “A proposta do filme é ser um time pequeno numa cidade pequena, ele conta a história sobre a solidão dos jogadores, e a ideia é não ser uma pessoa de São Paulo, por isso ele é baiano e está distante da família”, relata, acrescentando que um dos ambientes do SESI Itu, apoiador e colaborador do projeto, também foi usado para as gravações.

O diferencial do curta, segundo a jovem, é que ele “não tem começo, meio e fim”. “Contamos essa parte da história e vamos embora, é um plano sequência, não tem cortes para trazer a sensação de uma câmera observadora”, completa. “Somos todos artistas e a gente tem que criar o novo. Temos que trazer novas formas de arte”, finaliza a cineasta, que convida a todos para a estreia, com entrada franca, no dia 13 de novembro. (Gabriela Prado)