Gisele Scaravelli após posse na Acadil: “é lutar para que a história não morra”

Por Beatriz Pires

Gisele durante discurso

A noite do último sábado (09) foi marcada pela solenidade de posse da jornalista Gisele de Moura Scaravelli na Academia Ituana de Letras (Acadil). A nova acadêmica foi eleita em novembro de 2018 para a cadeira nº 06, a qual tem como patrono o também jornalista Joaquim Leme de Oliveira Cesar.

Durante a solenidade realizada no Museu na Energia, presidida pelo presidente da Acadil Luís Roberto de Francisco, ao lado da vice-presidente Maria Angela Pimentel Mangeon Elias, Gisele fez o elogio ao seu patrono e aos primeiros ocupantes da cadeira, os acadêmicos Ednan Mariano Leme da Costa e Mylton Ottoni da Silveira. Houve também apresentação de músicas do cancioneiro popular nacional, executadas por Célia Trettel e Gilmar de Campos.

Após cumprir todos os protocolos e requisitos e ser escolhida pela academia, Gisele passou três meses se preparando para a posse através de leituras, pesquisas e estudos sobre o patrono e os ocupantes antecessores. No entanto, a cerimônia contou também com diversas homenagens para jornalista. “Eu estou eufórica! Eu trabalho há 10 anos na área e fiquei 10 anos sempre entrevistando os acadêmicos, sempre participando dos eventos da Acadil, então, estar do outro lado hoje é bem gratificante”, ressalta.

A jornalista e agora acadêmica decidiu se inscrever para fazer parte da Acadil após ter sido convidada por outra acadêmica. “Quem entrou em contato comigo foi a Allie Marie de Queiroz. Ela ligou, falou que tinha uma cadeira aberta, se eu não queria participar da concorrência por causa do trabalho que eu desenvolvi aqui em Itu, das coisas que eu venho desenvolvendo, por causa do meu TCC (trabalho de conclusão de curso) e pelo meu interesse na história de Itu”, diz Gisele.

Agora, a nova acadêmica pretende atuar na academia continuando a pesquisa do TCC e também iniciando novas pesquisas. “Eu espero continuar pesquisando o meu tema, que é Semana Santa, porque para mim é um tema de paixão mesmo de Itu e começar a pesquisa dos que me antecederam”, afirma.

Para Gisele, a oportunidade de fazer parte da Acadil é muito importante para manter a história de Itu. “Fazer parte do grupo é lutar para que a história não morra, fazer pesquisas das antigas gerações e passar para as próximas e não deixar que essas se percam, porque a gente já perdeu muita coisa da história”, finaliza.

Importância da renovação
O presidente da Acadil, Luís Roberto de Francisco, destaca por que é importante o ingresso de novos integrantes na academia. “A importância da renovação é porque uma instituição como essa tem várias gerações diferentes”, diz.

“Nós temos, por exemplo, pessoas que estão na academia desde o começo, que têm uma idade avançada e uma experiência muito grande. Há pessoas de uma geração intermediária, que também têm uma contribuição para a cidade e que já vêm vivendo a vida da academia, e esses jovens, que estão entrando agora, são aqueles que vão aprender para levar esse bastão adiante. Ou seja, a ideia de que a literatura, a cultura da cidade deve ser sempre bastante representativos. Então, a presença dos jovens é a garantia do futuro”.

No entanto, para fazer parte da Academia Ituana de Letras não basta escrever bem; é preciso cumprir uma série de requisitos. “A gente faz um edital público no jornal, depois a pessoa se inscreve com uma justificativa, por que ela quer fazer parte da Acadil. Existem algumas condições para a pessoa se inscrever, por exemplo, já ter editado algum trabalho, ter envolvimento com a vida cultural da cidade”, explica Luís Roberto de Francisco.

No momento, há uma cadeira vaga desde a morte da acadêmica Sílvia Czapski, em julho de 2018. “Já foi aberto edital, já se inscreveram e nós teremos a eleição agora em fevereiro para ocupar a cadeira número 04, que tem por patrono doutor Benedito Lázaro de Campos”. O eleito deverá tomar posse em junho.

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