Homem-Formiga e a Vespa

Por André Roedel

Mais do mesmo. Esse é o resumo de Homem-Formiga e a Vespa, vigésimo filme – terceiro só neste ano! – do universo cinematográfico da Marvel. É uma produção divertida, com piadas bem colocadas e algumas pretensas cenas mais interessantes, mas segue a cartilha da Casa das Ideias muito à risca e não ousa – mesma crítica que fiz sobre o primeiro filme do herói, de 2005.

Mostrando os acontecimentos após o envolvimento do Homem-Formiga em Capitão América: Guerra Civil, o filme acerta em não emaranhar muito a sua trama com as dos demais e grandiosos longas da Marvel. Essa continuação consegue trilhar um caminho bem às margens de Vingadores: Guerra Infinita, por exemplo, oferecendo um roteiro mais “pé no chão” (porém preguiçoso).

Por infringir o Tratado de Sokóvia, Scott Lang (Paul Rudd, disparado a melhor coisa do filme) é sentenciado à prisão domiciliar. Faltando poucos dias para ser liberado, ele tem um estranho sonho com a Vespa original, Janet Van Dyne (interpretada por Michelle Pfeiffer), esposa do Dr. Hank Pym (Michael Douglas) e mãe de Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), respectivamente o Homem-Formiga original e a atual Vespa. A trama então desenrola com os heróis tentando resgatar Janet da dimensão quântica, onde ela está presa há décadas.

Mas, para dar andamento à história, os roteiristas “enfiaram” uma vilã bem mequetrefe chamada Fantasma (vivida de maneira caricatural por Hannah John-Kamen), que acaba atrapalhando o resgate de Janet, já que tem interesses na dimensão quântica e suas propriedades. Porém, no fundo, a personagem só está lá pra constar – e isso é uma das coisas que mais critico nos filmes da Marvel: vilões descartáveis.

No mais, Homem-Formiga e a Vespa é uma comédia bacana. A dinâmica de Paul Rudd (um grande nome dos filmes cômicos) com os demais atores é divertida e a química dele com Evangeline Lilly, que faz seu interesse amoroso, é interessante. Mas quem rouba a cena mesmo é, assim como no primeiro filme, Michael Peña, intérprete do divertidíssimo Luis. É dele as melhores tiradas do filme. Assistiria fácil uma série derivada dele e seus parceiros.

Aventura padrão da Marvel, com roteiro simples e nenhuma ousadia – os poderes de diminuição e aumento dos heróis renderiam tomadas muito mais caprichadas e inspiradas –, Homem-Formiga e a Vespa é um bom entretenimento de férias e certamente agradará o fã da fórmula mágica do estúdio, mas que certamente cansará quem já está enjoado dos mesmos plots e da mesma estrutura manjada. Boa, mas manjada. Vale o ingresso para conferir despretensiosamente.

 

Nota:

 

 

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