Itu não tem casos da nova variante do coronavírus até o momento, diz Saúde

Com o crescimento de casos de infecção com a nova variante do coronavírus, a reportagem do JP questionou ontem (16) a Secretaria Municipal de Saúde, que informou que em Itu não foi identificada a nova cepa. A pasta acrescentou ainda que trabalha com dois laboratórios de referência: Dasa e Instituto Adolfo Lutz.

O protocolo adotado pelo laboratório Dasa, em caso de detecção de nova variante do coronavírus é notificar imediatamente a secretaria do município em que houve a constatação e também o Instituto Adolfo Lutz. A secretaria reforça que, até o momento, não recebeu de nenhum dos laboratórios citados notificação sobre nova variante circulante.

Segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo à Agência Brasil, desde o início de janeiro a cidade de São Paulo registrou 13 casos de novas variantes do novo coronavírus. Nove destes casos se referem à variante identificada primeiramente em Manaus. O restante, à variante identificada primeiramente no Reino Unido.

As variantes são preocupantes porque há a possibilidade de trazerem alterações na transmissibilidade, na letalidade e ainda ocasionarem reinfecções. Todos esses fatores estão sendo estudados e analisados em todo o mundo para verificar as reais complicações.    

Em Araraquara, no interior de São Paulo, após a confirmação de que novas cepas do coronavírus encontradas em Manaus estão circulando na cidade, a prefeitura elaborou um novo decreto municipal endurecendo as medidas de isolamento social. Os leitos de enfermaria e de unidade de terapia intensiva (UTI) operam próximos da ocupação total, informou a prefeitura da cidade.

A principal alteração que o Decreto nº 12.485 traz é a restrição de circulação de veículos e de pessoas pelas ruas. Somente pode circular quem trabalha em um serviço considerado essencial (como supermercados, farmácias, postos de combustíveis, entre outros, e quem for utilizar um desses serviços. A medida deve vigorar até 1º de março.

Em Sorocaba, segundo o jornal “Cruzeiro do Sul”, a Secretaria de Saúde informou ontem que os moradores que tiveram a variante britânica do novo coronavírus não transmitem mais o vírus. Segundo a prefeitura, os dois pacientes (um casal) são monitorados pela Vigilância Epidemiológica desde o dia 29 de dezembro.

Para a secretaria municipal, os casos ainda são tratados como suspeitos já que, até o momento, o Estado ainda não teria confirmado oficialmente a presença da variante britânica da Covid-19 em Sorocaba. A nota reforça que “ambos não transmitem mais a doença”.

Nova cepa

Um balanço feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais de 60 linhagens do vírus já foram encontradas no país, porém predominam a B.1.1.33 e a B.1.1.28, que circulam no Brasil desde março. O surgimento de linhagens diversas é um processo comum nos vírus, e, na maior parte dos casos, as mudanças implicam pequenas diferenças no material genético.

Foi a B.1.1.28 que, após mutações, deu origem à variante P.1, encontrada no Amazonas, e à P.2, descrita pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ambas são consideradas “variantes de preocupação” e apresentam modificações na proteína spike, estrutura do vírus que se conecta às células humanas. No caso da P.1, há três mutações relacionadas à proteína (K417N, E484K e N501Y), e, na P.2, uma mutação (E484K).

No Amazonas, a variante P.1 foi apontada como a causadora de 91% dos casos da Covid-19 que tiveram seu material genético sequenciado em janeiro. A variante se tornou a dominante no estado, tomando o lugar da B.1.1.28.

De forma semelhante, a variante P.2 também tem ampliado sua presença no Rio de Janeiro, que antes tinha predomínio da B.1.1.33. A nova variante também já foi identificada em outros estados, como em Rondônia, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira passada (10) por pesquisadores da Fiocruz no estado.

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