Justiça condena militante a pagar R$ 5 mil por assédio contra Monica Seixas

Monica Seixas durante convenção municipal do PSOL de São Paulo, que oficializou a candidatura de Guilherme Boulos a prefeito da capital (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o militante bolsonarista Vitor Grané Diniz a pagar cerca de R$ 5 mil em honorários advocatícios em um processo que moveu contra a deputada estadual Monica Seixas (PSOL). As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo na “Folha”.

“Durante meses, um militante bolsonarista me assediou e ameaçou constantemente. Ele me perseguia, dava ‘cantadas’ ao mesmo tempo em que me xingava por meus posicionamentos políticos. Uma expressão perfeita do machismo que constitui o fascismo e a violência política infelizmente tão em voga hoje em dia. Ele ainda teve a cara de pau de me processar por chamá-lo daquilo que ele é: assediador. Mas perdeu e vai ter que pagar as custas do meu advogado. Que sirva de lição”, escreveu a deputada de Itu no Facebook.

Em junho de 2019, Diniz, que telefonava com frequência para importunar a deputada, dirigiu-se ao seu gabinete e acabou detido pela Polícia Militar, chamada pela própria parlamentar. Ele, então, pediu uma indenização de R$ 35 mil por danos morais – que foi negada. Ainda de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, a Justiça ainda caracterizou as condutas como assédio moral. O caso foi noticiado no JP impresso do dia 18 de julho.

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