Mané da Saúde: “Está na hora de Itu parar de pensar como cidade pequena”

Em conversa franca, novo presidente da Câmara Municipal fala de projetos e diz que não pensa em novo prédio para o Legislativo

Mané da Saúde já está se habituando com o gabinete da presidência da Câmara / Foto: André Roedel

Na tarde da última quarta-feira (07), o vereador Manoel Monteiro Gomes abriu as portas de seu gabinete para a reportagem do “Periscópio”. Novo presidente da Câmara Municipal, Mané da Saúde – como é mais conhecido – falou sobre suas pretensões à frente do Legislativo ituano e, otimista, disse que 2018 será um bom ano.

“Eu sempre fui otimista”, diz ele. “Eu tenho fé de que esse ano será um excelente ano para a cidade de Itu”, prossegue o vereador, reforçando que é necessário pensar grande. “Está na hora de Itu parar de pensar como cidade pequena. Itu é uma cidade que tem um potencial. O povo é bom, tem tudo para crescer. Itu tem que pensar grande”.

E, pensando grande, Mané já pensa em melhorias para o Legislativo. Uma delas é implantar um novo sistema de portaria, digital, para acabar com o preenchimento de fichas todas as vezes que um cidadão for adentrar a Casa de Leis. Outra novidade que ele tem intenção de colocar em prática é a TV Câmara.

“Estou correndo atrás para criar a TV Câmara. É uma concessão que a Câmara tem há alguns anos e ninguém implantou”, comenta. “Muita gente acha que a TV Câmara é só para transmitir sessão. Não é. Por exemplo: um projeto mais polêmico nós podemos discutir com a sociedade aqui na Câmara, fora de sessão”, explica Mané, comparando o projeto com a TV Alesp e a TV Câmara Federal.

Internamente, o ex-secretário de Saúde vai fazendo algumas alterações, como instituir o pregão (o “leilão ao contrário”) como sistema de compra. Mané também fará mudanças administrativas, passando por cargos como diretor do ILI (Instituto do Legislativo Ituano) e ouvidoria. A intenção é valorizar o funcionário de carreira, que passará a ocupar esses cargos – que terão novo status.

Também houve a recontratação dos assessores demitidos no meio de 2017. A maioria dos vereadores já voltou a contar com os três funcionários assistentes. Uma das mais polêmicas promessas de antigos presidentes, porém, está descartada por Mané: a construção de um novo prédio da Câmara.

“Eu não pretendo fazer. Não tem clima para isso. É acanhado? É, mas está todo mundo ajeitadinho aqui dentro. Inclusive não tem nem orçamento”, explica o presidente do Legislativo, que compara a Casa de Leis à uma empresa de médio a grande porte. “As pessoas que estão comigo agora vieram do setor privado e estão assustados de ver como é que funciona uma Câmara”, declara, elogiando o trabalho de todos os funcionários.

 

Relações institucionais

Mané deixa claro que se dá bem com todos os colegas vereadores, até mesmo quem não faz parte da base do governo. “Um quer ajudar o outro”, aponta. Porém, agora como presidente, ele espera respeito ao Legislativo. “Eu respeito a posição de cada um, situação ou oposição. Só que a Câmara não é circo. Não adianta querer vir aqui dar espetáculo”.

O presidente deixa claro que o problema maior não são os vereadores, mas, sim, pessoas que vão à Câmara para tumultuar. Com relação às sessões, Mané aguarda as mudanças propostas pela comissão de estudos do regimento. “A gente tem que mudar porque está claro para mim que a população não concorda com o jeito que está”. E isso inclui a ordem das sessões e até o dia de realização. Mas isso ainda deverá ser discutido.

Mané elogia o último presidente do Legislativo, José Galvão, mas espera fazer um mandato ainda melhor. “O Galvão foi um excelente presidente. Eu quero ser melhor que ele e o que me suceder que seja melhor do que eu. Quem ganha? A Casa e a cidade ganham”, declara o vereador, que manterá a Tribuna Livre aberta para convidados e o projeto “Vereador Mirim”, desenvolvido com sucesso em 2017.

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