Mombaça mais uma vez é contaminado

Foto – Divulgação/CIS

Mais uma vez o Ribeirão Mombaça foi alvo de contaminação. O córrego que abastece o Sistema Mombaça, que garante mais segurança hídrica para o abastecimento da população, amanheceu no último sábado (03) com uma densa espuma branca. A CIS (Companhia Ituana de Saneamento) fez um comunicado em sua página no Facebook para alertar a respeito da situação.

“Cerca de 20 dias após a primeira contaminação, mais uma vez agentes químicos externos poluem a água da captação do Mombaça. Na ocorrência anterior as amostras detectaram a presença de óleos e graxas. Nossa equipe já está no local fazendo novas análises e a Cetesb já foi acionada. Até o momento o abastecimento não foi comprometido, qualquer alteração será comunicado pelos canais oficiais da CIS e da Prefeitura de Itu”, publicou a CIS na oportunidade.

A reportagem do Periscópio questionou a assessoria da autarquia sobre os reflexos dessa nova contaminação. Sobre a espuma branca, a CIS disse que ela já sumiu. “Após registrarmos a contaminação in loco no sábado, a espuma seguiu o curso do ribeirão. No domingo já registramos melhora na qualidade da água. No entanto, seguimos sem utilizar a captação desde a primeira ocorrência”, afirma a companhia.

Sobre a extensão da contaminação, a CIS disse que não é possível delimitar a extensão da contaminação. “Em Itu, podemos afirmar que o evento atingiu apenas a captação do Mombaça. O Pau D’Alho, que faz parte do mesmo sistema – e as outras captações da CIS seguem operando normalmente. A capacidade atual das represas é de 97,71%”, aponta.

Questionada se a Cetesb já teria dado um retorno sobre o que ocasionou essa nova contaminação, a CIS informou que ainda não. “Mas além do contato com a Cetesb, também estamos conversando com autoridades em outros municípios por onde passa o Mombaça que também registraram focos de contaminação nos últimos dias. As investigações seguem de forma plena”.

A CIS informou também que, na primeira contaminação, a Cetesb não fez coletas na água. A entidade focou em descobrir a origem da contaminação. A autarquia realizou as coletas e as amostras detectaram a presença de óleos e graxas. Na época da primeira contaminação, o JP apurou que a Cetesb trabalhava com a hipótese de que um caminhão teria descartado o material não biológico que contaminou o ribeirão.

A CIS ainda informou que a paralisação temporária do Sistema Mombaça “não afetou em nenhum momento os serviços de distribuição de água”. “É importante reafirmar que a segurança de abastecimento e a qualidade da água distribuída à população não foi afetada em nenhuma das duas ocorrências no Sistema Mombaça. Estamos trabalhando incansavelmente para retomar os trabalhos na captação o mais rápido possível”, finaliza a autarquia.

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