Monarquista pediu “perdão” em nome dos ituanos para descendentes de Dom Pedro

Foto – Divulgação/Câmara

A sessão desta semana da Câmara contou com a participação do tecnólogo em Eventos César Jaques, líder do movimento monárquico “Itu, Fidelíssima do Império” e presidente da Escola de Samba Império do Rancho Grande. Na Tribuna Livre, ele falou sobre as ações do movimento na cidade e declarou ter pedido “perdão” em nome dos ituanos aos descendentes de Dom Pedro.

No início deste ano, em evento em São Paulo com membros da família Orleans e Bragança – que seriam os herdeiros do trono imperial caso ainda vivêssemos em uma monarquia –, Jaques levou um quadro com reportagem do Periscópio sobre um ato realizado em 15 de novembro do ano passado para “Dom” Bertrand de Orleans e Bragança, trineto de Dom Pedro II.

Na oportunidade, segundo Jaques, ele pediu “perdão às altezas reais em nome de todos os ituanos”. Esse “perdão” seria pelo apoio dado por cidadãos de Itu à criação do Partido Republicano Paulista, que culminou no movimento que derrubou a monarquia e instaurou o regime que vivemos hoje.

Para Jaques, porém, a Proclamação da República em 1889 foi um “golpe” que Itu não deveria ter apoiado, já que foi intitulada “fidelíssima” do império por Dom Pedro I em 1823 – um ano após a independência. “Nós, monarquistas, já determinamos e instituímos Itu como a cidade do despertar monárquico da nação”, declarou.

Evento monárquico
Jaques também comentou sobre sua introdução ao movimento monarquista, há cinco anos, mas que o impulso ocorreu durante o desfile cívico de 7 de setembro do ano passado, quando encontrou com outros monarquistas. Ele também falou sobre a realização do 1º Encontro Monárquico do Interior de São Paulo, ocorrido em 27 de abril no Espaço Fábrica São Pedro.

Bertrand de Orleans e Bragança era um dos convidados, mas não compareceu por problemas de saúde. “Mas posso garantir que todos que aqui vieram saíram muito satisfeitos e esclarecidos sobre a história do nosso Brasil, sobre a monarquia e sobre a solução de parte do problema do nosso país”, disse ele, informando que mais de 150 pessoas de 27 cidades estiveram presentes no evento.

Ao fim da fala de Jaques, o presidente da Câmara Givanildo Soares disse que a Casa “não se furtará” de votar um projeto para inclusão do encontro monárquico no calendário oficial da cidade, caso seja de interesse do movimento. “Seja republicano ou do império, a gente está aqui para receber a todos, porque esta Casa, além de atender a todos, respeita muito a nossa história”, disse.

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