Monica da Bancada Ativista lamenta o cerceamento do trabalho de jornalistas

Foto – Mauricio Garcia de Souza/Alesp

Em discurso no último dia 26 de junho durante o Grande Expediente da sessão da Assembleia Legislativa, a deputada Monica da Bancada Ativista (PSOL) lamentou o cerceamento do trabalho de jornalistas. “Eu sou jornalista por formação e era essa minha atividade antes de chegar na Casa. E me preocupa muito a relação que a gente está tendo com a liberdade de imprensa”, disse ela.

Segundo ela, a liberdade de imprensa é um termômetro importante da qualidade da democracia. “Garantir a liberdade de expressão – e a liberdade de expressão não é a liberdade de opressão, mas que as pessoas tenham acesso à informação do que é de interesse público. E é isso que a gente precisa diferenciar, porque nessa bagunça de notícias falsas de produção de mídias ‘independentes’, a gente está vivendo uma verdadeira onda de desinformação”, prosseguiu a deputada.

A parlamentar ainda citou casos de afastamentos de jornalistas de suas funções. “É muito grave que jornalistas nesse momento estejam se sentido pressionados e silenciados por uma ordem política. Isso é cerceamento da democracia”, comentou a deputada. Monica também entrou no caso do vazamento de mensagens trocadas entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato.

“O Glenn (Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil) tem prestado serviço muito relevante para a sociedade brasileira desnudando como é que funciona o nosso sistema de justiça, e explicitando o que foi que levou à eleição do Governo Bolsonaro”, disse a deputada, apontando ainda que o jornalista foi vítima de homofobia durante seu depoimento na Câmara – Gleen é casado com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ).

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