Moradores do São Judas reclamam sobre área verde que teria sido vendida

Por Daniel Nápoli

Uma área verde situada nas proximidades da Avenida Dr. Ulisses de Moraes, no bairro São Judas Tadeu, vem gerando polêmica. Isso porque parte do local teria sido recentemente demarcada pela Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura, uma vez que foi vendida.

Porém, para Humberto Antonio do Prado, de 52 anos, morador do bairro desde 1982, isso não poderia ter sido feito. “É uma área institucional, ou seja, destinada para algo à comunidade. O pessoal do Meio Ambiente que veio demarcar o local disse que iria remover as árvores e que ali era uma sobra de um terreno, de loteamento, onde será construído um barracão, mas o São Judas é um loteamento globalizado com a CDHU, não tem sobra de outra área, não existe outro loteamento. Não tem como uma pessoa chegar ali, fazer um documento e falar que é dela. Os moradores do bairro estão se mobilizando”, relata.

Há uma semana, os residentes daquela região colocaram faixas na área, em protesto contra a venda do espaço que é cuidado há pelo menos sete anos de forma voluntária pelo jardineiro Leandro Aparecido Corrêa, de 30 anos. “Já trabalhava em jardim e via o espaço largado. Daí comecei a cuidar, fazendo o que eu podia. É triste saber que a área está vendida, pois cuido com amor”. 

O Periscópio teve acesso a documentos a respeito da área e questionou a Prefeitura sobre o que foi dito pelos moradores. A administração municipal informa que, apesar do paisagismo e passagem de pedestre existente há anos no local, o terreno não é uma área pública, mas sim um lote particular. Além disso, esclarece que o lote é vizinho de uma área pública, dando a impressão visual de que se trata do mesmo terreno.

A reportagem tentou contato com o proprietário do terreno, porém não obteve sucesso até o fechamento desta edição. 

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