Normino da Rádio cobra atitude da Justiça diante de acusações nas redes sociais

Parlamentar cobrou atitude firme da Justiça Eleitoral (Foto: Reprodução)

Durante a palavra livre da sessão ordinária da última terça-feira (1º), o principal destaque foi a fala do vereador Normino da Rádio (Cidadania) com relação às publicações falsas ou distorcidas nas redes sociais, cobrando atitude firme da Justiça Eleitoral.

  O parlamentar disse que não esteve em Itu no último final de semana, mas que ficou “estarrecido” com o que viu quando voltou. Ele referiu-se a uma postagem divulgada no Facebook dando conta de que ele estaria doando cestas básicas fornecidas pelo Governo do Estado em troca de votos.

  De acordo com Normino, as cestas foram entregues numa ação social da Rádio Nova FM, que ele foi fundador – mas que deixou a direção em 2016, quando foi eleito vereador. “A ação foi através da rádio e de uma empresa privada que atendeu quase 400 famílias”, informou, questionando retoricamente se uma empresa não pode promover ações sociais em ano de eleição.

 Para o vereador, a publicação feita na internet cabe ação judicial. “Se a Justiça Eleitoral, a nossa guardiã, não responder essa gente à altura, eu acho que nós teremos um dos pleitos mais sujos e vergonhosos dos últimos tempos”, disse ele. Em aparte, Mané da Saúde (PDT) afirmou que as pessoas se escondem atrás do Facebook.

  “Tem uma pessoa que trabalho aqui na Câmara, quando eu fui presidente veio pedir cargo para mim, pediu para eu colocar de frente com o Guilherme (Gazzola) e resolveu sair candidato do outro lado. É direito. Agora, o grande problema é vir com mentira e ofensas à pessoa porque você não atendeu na época um pedido dessa pessoa. Então usa uma ferramenta maravilhosa que é o Facebook para fazer ofensas e mentiras”, disse, sem revelar nomes. “O sonho dessa pessoa era estar trabalhando na Prefeitura”.

  José Galvão (DEM) também abordou o assunto em aparte. “Nós temos realmente que repudiar esse tipo de prática”, afirmou. O vereador informou que, recentemente, acionou a Justiça contra uma página no Facebook. “É isso que a gente tem que fazer, não vou ficar dando ibope”, alegou. “Sempre tem alguém por trás desses ‘gabinetes do ódio’”, prosseguiu.

Projetos

 A sessão contou com a presença de todos os vereadores, com exceção de Giva Silva (Cidadania), que precisou passar por um procedimento cirúrgico em Brasília/DF, onde estava, segundo ele, buscando recursos para a cidade de Itu. Foram votados três projetos de lei, sendo dois de denominação de rua – que passaram por unanimidade.

  São eles: PL nº 75/2020, de Ricardo Giordani (PL), que dispõe sobre a denominação de via pública Rua Euflásio Simplício de Souza, no Jardim Paulista II, e PL nº 78/2020, de Giva e Giordani, que dispõe sobre denominação de via pública localizada no Residencial Saint Paul (Luiz Gazzola Neto).

  Por último, foi aprovado em 1º discussão o PL nº 79/2020, de Ricardo Giordani, que modifica a lei nº 1175, de 27 de maio de 2010 e a lei nº 1707 de 14 de novembro de 2014, para contemplar a vedação em nomeações para cargos comissionados, no âmbito dos poderes legislativo e executivo, dos que forem condenados com base nas leis nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como “Lei Maria da Penha” e lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012, conhecida como “Carolina Dieckmann”. A proposta passou por unanimidade, porém Galvão pediu para tirar dúvidas quando a constitucionalidade do mesmo. Em virtude do feriado da Independência, a próxima sessão será na quarta-feira (08).

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