Novo Mercadão Municipal de Itu vai ficar em R$ 4,8 milhões

Este é o valor do convênio assinado entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Obras de restauro do espaço deve durar 20 meses após realizada a licitação.

Imagem do projeto de revitalização do “Mercadão”, que manterá as características originais de sua fachada/Foto: Divulgação

Em cerimônia na manhã de quinta-feira (30/11), no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito Guilherme Gazzola (PTB) e o secretário de Turismo, Lazer e Eventos Vinícius Salton assinaram convênios com o DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias) para o restauro do Mercado Municipal e para o recape e sinalização em vias de acesso da Praça dos Exageros.

Na cerimônia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) liberou, ao todo, um novo repasse de R$ 66,7 milhões para o desenvolvimento do turismo no Estado. A verba liberada por convênios beneficia outras 34 estâncias turísticas do Estado e 11 Municípios de Interesse Turístico (MIT) que apresentaram projetos relacionados ao impulso do turismo em suas localidades.

Para o restauro do Mercado Municipal são R$ 4.818.065,98 que serão utilizados em projeto já aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), pois o imóvel é tombado. Já para o recape de três ruas no entorno da Praça dos Exageros são R$ 579.543,02. No total foram assinados 70 convênios a serem utilizados na área turística sendo o de Itu o maior deles.

Restauro

O restauro do “Mercadão”, como é mais conhecido o prédio projetado pelo escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo e inaugurado em 14 de maio de 1905, é o grande destaque do convênio. Imagens do projeto obtidas pela reportagem do “Periscópio” mostram que o espaço público ganhará uma nova cara, sendo totalmente reformulado.

Segundo a Prefeitura, o projeto executivo do restauro foi feito pela empresa vencedora do processo licitatório, VEC Engenharia, junto com a arquiteta da Prefeitura Regina Barnabé. “O Mercado será restaurado em conformidade com o grau de tombamento pelo Condephaat e terá 16 boxes e banheiros masculino, feminino e família, além de ar condicionado central”, informou a administração ao JP.  A licitação para a obra deve ter início no começo do ano que vem. Após o início da obra, o prazo previsto é de 20 meses.

A Prefeitura realizará mais uma reunião na semana que vem com o prefeito e todas as secretarias envolvidas para finalizar a análise da situação dos atuais feirantes. Quanto ao perfil do “novo Mercadão”, a administração quer foco na boa gastronomia e produtores locais, que atenda a todas as normas sanitárias e seja um “grande atrativo turístico e principalmente uma nova opção para a população de Itu”.

 

Comerciantes falam

A reportagem do “Periscópio” esteve no Mercadão e ouviu os comerciantes do local. Jorge Luis Vaccari, que está no mesmo ponto há 20 anos, acredita que fechar a parte externa fará com que o movimento diminua. “Eu não concordo, porque o Mercado, na minha opinião, para o lado de dentro, não vende. As pessoas não têm costume de entrar aí dentro, por mais que fale que vai reformar, vai revitalizar. Porta para rua é o que funciona, não tem nada que virar para dentro”, explica.

Já para Tadashi Nagatomi, que possui ponto no lado interno do mercado há 40 anos, o restauro será positivo. “Restaurar eu concordo, deixar bonitinho é bom. Reformar, não sei, seria muito trabalhoso e gastaria muito dinheiro”, afirma.

Outra comerciante que tem ponto no lado interno é Rosemary Duarte Carneiro. Para ela, o restauro trará vida para o Mercado. “Eu acho excelente porque aqui está bem abandonado, as bancas todas vazias. As pessoas que entram aqui no mercado acham que o mercado acabou”. Além disso, Rosemary acredita que o movimento possa aumentar. “Eu acho que reformando e trazendo [os outros comércios] para dentro, pode aumentar o movimento porque a peixaria tem bastante movimento, o açougue também”, ressalta.

O JP conversou com outros comerciantes do lado externo do Mercadão que não quiseram se identificar, mas afirmaram não concordar com a ideia de fechar e levar os comércios para o lado interno, argumentando que seria prejudicial por conta da diminuição do movimento.

Confira algumas fotos do projeto:

 

 

 

 

 

 

 

 

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