Paddington 2

Paddington 2

Por André Roedel

Não tem melhor adjetivo para classificar Paddington 2 do que encantador. O filme inglês é de uma doçura única, que cativa a todos. Sabe aquelas obras que você gostaria de “morar” nela? Pois bem, assim é o longa-metragem produzido pela StudioCanal e indicado ao BAFTA, considerado o Oscar da terra da rainha.

Continuação de As Aventuras de Paddington, de 2014, o novo filme tem uma trama totalmente independente. Ou seja, não é necessário ter visto o anterior para entendê-lo. Basta suspender a descrença e aceitar que um pequeno urso fala e vive com uma família em um aprazível bairro londrino.

Na trama (simples e bela), Paddington está em busca de um presente especial para sua tia Lucy, que o resgatou e o criou quando ele era apenas um filhote. Então, num antiquário, o pequeno urso encontra um livro 3D com imagens de Londres. Porém, o raro exemplar é caro e ele não tem dinheiro suficiente. Paddington então inicia uma série de hilárias tentativas de arranjar um emprego para juntar a grana necessária.

Só que o livro almejado pelo urso acaba sendo furtado e Paddington é responsabilizado pelo crime, indo parar na prisão. Enquanto isso, a família adotiva do carinhoso personagem inicia uma investigação para saber quem é o verdadeiro responsável pelo furto. Como disse, uma trama muito simples, mas que ganha contornos especiais de uma fábula magistral por conta de seu encanto natural.

Os personagens são amáveis, da correta Mary (Sally Hawkins, que vive seu melhor momento) até o aproveitador Felix Buchanan (Hugh Grant, canastrão na medida certa). Até mesmo o núcleo da prisão, encabeçado pelo detento/chef de cozinha “Montanha” (Brendan Gleeson), é muito bom. Ponto também para a dublagem nacional. O MasterChef Henrique Fogaça interpreta muito bem o colega de Paddington na cadeia e Bruno Gagliasso dá voz ao ursinho (em substituição ao humorista Danilo Gentili). Já Márcio Garcia dubla o “vilão” Buchanan.

As aspas na palavra vilão não são à toa. Simplesmente não dá para definir o personagem de Grant como um antagonista. Ele simplesmente está lá para mover a história do ursinho amante de marmelada, mas não é um cara mau. Enfim, tudo tem um tom fabulesco, da fotografia cativante ao humor britânico peculiar.

Em resumo, Paddington 2 é um daqueles filmes que fazem você rir, chorar e agradecer por ainda existirem obras que colocam o espectador pra cima, saindo com um sorriso no rosto da sala de cinema. Vale o ingresso!

 

Nota:

 

 

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