Periscópio Entrevista – Murillo Augustus

Nesta semana, o “Periscópio” entrevistou o bluseiro folk ituano Murillo Augustus, que no mês de setembro lançou o seu 3º material autoral. Desta vez, o “One Man Band” (banda de um homem só) deixou o formato antigo de lado e produziu o seu primeiro trabalho solo com banda. Intitulado “Quero que se Folk”, o disco mistura blues, folk, jazz e rock de uma maneira muito harmoniosa. No bate-papo, Murillo fala sobre sua carreira, suas inspirações e sobre o evento “República do Blues”, que acontece no próximo dia 15 de novembro na Praça da Matriz, a partir das 13h.

 

JP – Como foi para você largar um emprego fixo para se dedicar exclusivamente à música?

Eu planejei tudo certinho. Sempre precisei trabalhar com música, principalmente depois que casei. Sempre estava tocando aos finais de semana para ganhar um dinheiro e, com isso, melhorar a minha renda. Só que chegou uma fase em que eu precisava ir mais longe, as ofertas começaram a pintar e eu estava recusando por conta do meu trabalho. Foi quando recebi uma proposta de uma empresa de eventos que me garantiu várias apresentações em festas importantes, daí consegui ter estabilidade financeira para me organizar melhor e preparar um material exclusivo para o público.

 

JP – Quais foram os maiores desafios na carreira?

Na verdade, a carreira de músico, assim como qualquer carreira, tem seus pontos positivos e negativos. O maior desafio no começo foi construir uma sonoridade atrativa para todos com um repertório que me motivasse. Outro desafio foi entrar no circuito, principalmente nessa cena de “Folk & Blues” que é muito fechada. As casas raramente abrem espaço sem alguma indicação forte. Por eu ser autônomo, acabo tendo que fazer tudo sozinho: vendo o show, dirijo, toco, monto o som, cuido do marketing…. É muita coisa e não é fácil, mas minha família e o amor pela música me deixam motivado constantemente. Tenho muito orgulho de dizer que gastei muita sola de sapato para conseguir a minha agenda de hoje. Tem três anos que faço em média 18/20 apresentações por mês em mais de 47 cidades do Brasil. Já atravessei o país para levar o bom e velho Folk/Blues ituano para outros estados.

 

JP – No próximo dia 15 você lança seu novo CD em Itu, num evento na Praça da Matriz. Como rolou o convite?

Eu, juntamente com o Secretário de Turismo Vinicius Salton, idealizei o evento “República do Blues”. Estamos trazendo, com o apoio também da AP Produções, a banda Royal Hounds, diretamente de Nashville para o “República do Blues”. O guitarrista dessa banda extraordinária produziu e tocou no meu CD e, por sorte, consegui casar a agenda deles com a minha nessa data.  Depois desse evento, vou promover o “Quero que se Folk” o máximo que puder. Rodar bastante e levar o folk/blues do brejo para o máximo de pessoas que eu conseguir. Essa é a ideia. Em dezembro eu tenho a minha terceira temporada do ano em Monte Verde (MG), onde consigo espalhar legal o meu trabalho. Só coisa boa.

 

JP – Você acha que falta valorização aos artistas de Itu e região?

Eu procuro ser um cara otimista quando o assunto é arte. Acredito que tem espaço para todo mundo trabalhar com dignidade e respeito. O artista só precisa encontrar esse caminho.

 

JP – Quais são suas maiores influências na música?

Bob Dylan, Neil Young, Johnny Cash, Raul Seixas, Rolling Stones, Muddy Waters, Sonny Terry and Brownie McGghee, Jesse Fuller, Creedence e por aí vai.

 

JP – Quais as dicas que você deixa para quem quer se dedicar à música?

Estude, pesquise e seja verdadeiro.

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