PERISCÓPIO ENTREVISTA: Rodrigo Moraes fala da reeleição e dos desafios de representar Itu

foto – Arquivo/Jornal Periscópio

Dando sequência a série de entrevistas com deputados eleitos de Itu em 3 de outubro, o Periscópio recebeu Rodrigo Morais (DEM), reeleito com 75.845 votos para a Assembléia Legislativa.

JP – Agora reeleito, como se dará seu trabalho na Assembléia?

R – Vamos nos dedicar muito mais. A responsabilidade é grande, estamos indo para nosso terceiro mandato. Esperamos que até pela pluralidade de partidos a Assembléia Legislativa possa trabalhar com uma força maior e mais independência. Vamos nos empenhar para trazer recursos para a cidade, destacando a saúde.

JP – Como foi sua campanha especificamente em Itu?

R – Trabalhamos bastante. Estamos com um grupo grande, trabalhamos muito, mas o resultado acabou ficando abaixo do esperado. A população pendeu mais para o grupo do Bolsonaro, e isso foi a nível de estado e Brasil, mas estamos muito felizes. Quero agradecer a quem votou em mim e em meu pai José Olímpio e dizer que vamos lutar para corresponder a confiança.

JP – Comparado a 2014, apesar de sua reeleição, os votos caíram muito. A que credita isso?

R – Acho que é o momento político. Vivemos um momento em que a população estava chateada com a classe política – não digo com a figura do político, mas com a classe – e isso acabou refletindo em muitos. Tenho vários colegas que estão comigo na Assembléia hoje e não estarão a partir de 15 de março, e que são grandes deputados. São deputados que levaram emendas, atenderam a população… mas foram submergidos pelo impacto que ocorreu a nível nacional. Mas temos que entender os desígnios de Deus. Nós tivemos uma perca grande de votos, acredito que também devido a esse momento, mas vamos trabalhar com mais força, mostrar mais o trabalho para a população, torcer para que o País tenha um momento diferente a partir de primeiro de janeiro, para que a população possa se sentir mais satisfeita com os políticos.

JP – Sem seu pai [José Olímpio] em Brasília, aumentará o desafio em sua atuação?

R – Vamos trabalhar normalmente. Acho que o fato de o meu pai não estar em Brasília é uma perca para toda a região. Ele trouxe muitas verbas para a região, inclusive para Itu, que estará se efetivando com a vinda de quase dois milhões de reais. Foi por muito pouco… faltaram seis mil votos… de uma votação grande que ele teve. Mas precisamos entender o momento político, embora fique claro que Itu precisava de mais um representante em Brasília. Mas ele vai continuar lutando pela população, mesmo sem o mandato e eu trabalhando em dobro para poder corresponder.

JP – No primeiro turno, alguns nomes decanos da política não conseguiram se reeleger ou avançar para o segundo turno. Como analisa esse fato?

R – É essa questão do momento político. As pessoas estão procurando o novo, as novidades, pessoas que não estejam participando da política, afim de acreditar que algo possa melhorar, se buscar novos caminhos. Isso para a democracia é importante. O governo que está comandando o País teve uma grande oportunidade… e hoje a gente se depara com a população chateada, triste, por conta do número de desempregados por causa da economia. Então a população buscou novos caminhos. Essas pessoas que construíram seus nomes por décadas, muitos desempenhando um bom trabalho e outros deixando a desejar, na verdade foram todos colocados num mesmo balaio.

JP – Em tempos de polarização e cada vez mais a propagação das “fake news” por meio das redes sociais, como foi realizar a campanha neste cenário?

R – Buscamos colocar sempre as nossas propostas, mas sabemos que tem aquelas pessoas que muitas vezes só procuram desconstruir o trabalho dos outros. Dói, entristece muitas vezes essas injustiças, mas temos que conviver com isso. Estamos na vida pública… muitas vezes você vai sofrer injustiças, mas o importante é você – como parlamentar – buscar fazer o que é correto, o que é certo. E ter a sua consciência tranquila.

JP – Como analisa o crescimento e até mesmo a eleição de candidaturas coletivas?

R – Estou começando a entender essa forma agora. Vou até perguntar para quem se utilizou dessa modalidade, como vai funcionar esse mandato compartilhado. Espero que seja para o bem. Que as idéias consigam atender aos apelos de quem votou.

JP – No segundo turno irá votar em quem para o governo do Estado e presidência da República?

R – Para o Estado de São Paulo, conforme já foi no primeiro turno, estamos com João Dória. E para presidente, [Jair] Bolsonaro. No primeiro turno nosso partido estava com o Geraldo Alckmim, mas a gente costuma tomar uma decisão partidária e agora vamos de Bolsonaro.

JP – Muito se discute a respeito do voto útil. O que pensa?

R – Eu acho importante, porque se hoje nós temos uma situação de crise no País, isso foi gerado por uma situação. E se queremos uma mudança temos que ir às urnas e votar naquele que tem a chance de chegar. Então hoje acreditamos muito na eleição do Bolsonaro e estamos trabalhando para isso. Tanto para ele quanto João Dória, para que possamos ter uma modalidade de governo diferente, que busque aprimorar a máquina pública, diminuir a corrupção e atender os anseios da população.

JP – Independente dos resultados do dia 28, o que espera do País para os próximos quatro anos?

R – Espero que nós possamos ver a população um pouco mais feliz… um pouco mais contente. Retomar a credibilidade, tanto política como a do País em si. Um País tão rico, tão forte e tão bom como o Brasil não podemos aceitar que viva momentos como está vivendo atualmente.  

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