Projeto de reorganização da CIS levanta críticas dos vereadores de oposição

Foto – Divulgação/Câmara

A Câmara votou nesta semana, em primeira discussão, o Substitutivo Nº 1 ao Projeto de Lei Nº 28/2019, de autoria do Executivo, que promove uma reorganização na CIS (Companhia Ituana de Saneamento). Entre as alterações está a criação de novos cargos, desmembramento de diretorias, revisão do Plano de Carreiras e algumas mudanças no regimento da autarquia.

O projeto foi aprovado por nove votos a três, sendo que foram contrários os vereadores Wilson da Farmácia, José Galvão e Maria do Carmo Piunti. Os três criticaram a propositura. “Eu tinha certeza absoluta que a [solução da] falta de água nos bairros seria trocar tudo aquilo que está estragado, mas infelizmente não é. É criar mais cargos comissionados nomeados pelo prefeito”, disse Wilson.

Galvão, que rachou com o governo no fim do ano passado, também fez críticas ao projeto, destacando alguns pontos. Uma das críticas do vereador é quanto a possibilidade de, com a aprovação da propositura, a CIS poder realizar patrocínios e convênios com, por exemplo, equipes esportivas. Isso na realidade já ocorre, com o apoio ao Ituano Basquete.

“Se a CIS estivesse em um patamar diferenciado, com certeza nós apoiaríamos. E o fato de nós não apoiarmos o patrocínio para o esporte, do basquete e outras modalidades, não quer dizer que nós achamos que o poder público não possa apoiar. Pode sim, através da iniciativa privada, porque o poder público tem essa capacidade de mobilização”, afirmou.

A vereadora Maria do Carmo também criticou o aumento de cargos. “Pelo que eu me lembro, o prefeito Guilherme Gazzola ganhou a eleição prometendo reduzir os cargos de confiança”, disse. Ela também teceu críticas à possibilidade da CIS realizar patrocínios. “Nós estamos dando um cheque em branco para a CIS fazer convênio, contrato com quem ela quiser”, declarou durante a discussão.

Normino da Rádio, por sua vez, discordou dos colegas e defendeu a CIS. “Não se resolve um problema tão complexo em apenas dois anos”, disse em referência ao abastecimento de água. “A CIS precisa mais do que nunca estar preparada para os problemas vindouros”, dizendo que a companhia precisa de mão de obra qualificada pra isso.

O líder do prefeito, Ricardo Giordani, rebateu algumas críticas da oposição. “A empresa cresceu e se viu a necessidade de uma reestruturação. Isso ocorre em qualquer empresa, meu Deus! Eu começo a minha empresa com cinco pessoas e ela começa a crescer, crescer. Evidentemente eu tenho que aumentar o número de funcionários. Como a empresa é pública, necessita que a Câmara aprove”, explicou o vereador.

Giordani também falou sobre a polêmica do patrocínio. “Na minha opinião jurídica, seria desnecessária uma autorização legislativa para que a CIS usasse verba publicitária”, disse, destacando a necessidade de se realizar ações de publicidade para o uso consciente da água. Ele deu ainda o exemplo da Sanasa (companhia de abastecimento de Campinas), que patrocina equipe do Vôlei Renata.

O vereador também discordou da oposição a respeito da criação de cargos. “Quando nós assumimos, o número de cargos comissionados da Prefeitura era 40% mais do que hoje a gente tem”, relembrando as leis passadas que diminuiram o número dos funcionários de confiança.

O substitutivo do projeto volta a ser votado na sessão desta terça-feira (28) e a expectativa é de nova aprovação. No dia 4 de julho, o superintendente da CIS, Vincent Menu, deverá fazer uso da Tribuna Livre para falar sobre a questão dos agrotóxicos na água.

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