Projeto do filé à parmegiana gera embate entre Giva e José Galvão na Câmara

Na sessão da última terça-feira (26/02), os vereadores José Galvão (DEM) e Givanildo Soares (PROS) se estranharam durante a discussão do projeto de lei nº 13/2019, que declara o filé à parmegiana como patrimônio cultural imaterial do município, de autoria de Giva. A proposta, que causou polêmica nas redes sociais, também reverberou no plenário.

Apenas os dois vereadores usaram da palavra durante a discussão do projeto. O autor falou dos benefícios do PL. “Único objetivo desse projeto é fomentar o turismo na cidade de Itu”, disse, comentando também sobre a repercussão nas mídias. “Alguns maldosos da internet estão usando de artifício, como trampolim para chegar aqui no ano que vem”, explicou o presidente da Câmara.

Para ele, “os que estão divulgando maldosamente serão candidatos”. “Não tenho medo desses imbecis”, disparou o vereador, relembrando o ex-vereador Reginaldo Carlota. “Como disse ele, não existe marketing ruim, existe marketing. O marketing foi feito. E eu agradeço as mídias sérias”, recordando as reportagens que saíram em veículos como o G1 e o próprio Periscópio.

Já Galvão, que foi contra o projeto, comentou sobre momento que a cidade passa, pontuando problemas na geração de empregos. “É a mensagem que a gente passa aos eleitores. Não é porque deu repercussão no Facebook, mas é a postura dessa Casa neste momento”, disse o edil, justificando seu voto contrário.

Num determinado momento, porém, a coisa esquentou. Galvão começou a falar sobre uma cerâmica que está encerrando as atividades na cidade, quando foi interrompido por Giva. “Pode falar da parmegiana, mas aí vossa excelência está entrando em outro assunto, falando mal do prefeito. Você pode falar do projeto à vontade”, cobrou o presidente do Legislativo.

Galvão rebateu: “Quero deixar registrado os dois pesos e duas medidas que vossa excelência está conduzindo esta Casa. Porque quando é para sair do tema e falar da reforma desta Casa que este vereador é contra, daí vossa excelência pode falar. Agora, quando eu vou fazer um apontamento que está relacionado ao projeto, vossa excelência me corta”.

A discussão continuou. “Pode atentar ao projeto senão eu corto a palavra de vossa excelência”, pediu Giva. “Para a situação, tudo. E para a oposição, vossa excelência tem agido com dois pesos e duas medidas”, acusou Galvão, que prosseguiu: “Eu tenho as minhas prerrogativas, sou vereador igual a vossa excelência. Então vossa excelência, por favor, me respeite”.

O projeto foi aprovado em primeira discussão por 10 votos a 2 – votos contrários apenas de Galvão e Maria do Carmo Piunti (PSC), que não discursou – e vai para segunda discussão na próxima sessão, marcada para depois do Carnaval. Se aprovado, vai para sanção do prefeito Guilherme Gazzola (PTB).

Outros projetos
A sessão desta semana ainda contou com a aprovação em segunda discussão dos projetos que instituem a campanha Janeiro Branco no calendário oficial, de autoria de Galvão e Dito Roque (Podemos); que cria o programa “Horta Comunitária”, de Macruz (PTB); e que institui a olimpíada “Berço do Saber”, de Thiago Gonçales (PR).

Também foram aprovados projetos de denominação de vias públicas. Ainda foi aprovado, em primeira discussão, o projeto de lei de autoria do Executivo que concede subvenção de R$ 26 mil ao GAPISI – Grupo de Apoio, Prevenção e Informação ao Soropositivo de Itu. O valor será usado para custear projetos aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde e pelo Ministério da Saúde.

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