Rampage: Destruição Total

Rampage: Destruição Total

Por André Roedel

Ação, efeitos especiais, monstros gigantes, The Rock e muita – mas muita mesmo –  destruição. Junte tudo, bata no liquidificador e temos o “melhor filme ruim” do ano. Rampage: Destruição Total, levemente inspirado no jogo homônimo da década de 1980, não se leva a sério e faz sucesso por isso. Tal qual outros com o astro Dwayne Johnson, o longa-metragem sabe rir de si próprio e de todos os absurdos de sua premissa – praticamente idêntica ao do game, mas com sua “mitologia” bem mais aprofundada.

Na trama, a maior estrela de Hollywood na atualidade vive um especialista em primatas que acaba vendo seu amigo gorila George exposto a um gás que altera seu DNA, o transformando em uma espécie de King Kong. E não é só ele que passa por mudanças: um lobo e um crocodilo também têm suas genéticas modificadas, formando um trio de bestas descontroladas que iniciam uma série de destruições em Chicago.

Para impedir uma catástrofe global, o personagem de The Rock se une a uma especialista em genética (vivida por Naomie Harris) e um agente do governo (Jeffrey Dean Morgan) e partem em busca de uma solução e também acabar com os planos maquiavélicos de uma terrível corporação, encabeçada por irmãos vividos por Malin Akerman e Jake Lacy.

Ou seja, uma trama totalmente previsível e que não traz nada de novo, não é? Sim, mas o charme de The Rock e a capacidade de Rampage não se levar a sério faz com que a experiência de assisti-lo seja leve e muito divertida. Além disso, as atuações do próprio protagonista e de Morgan (o Negan da série The Walking Dead) são caricatas na medida certa, fazendo até com que seja impossível não se identificar com os personagens.

Na questão efeitos especiais não dá pra reclamar de muita coisa. Ele funciona bem para sua proposta, apesar de em algumas cenas ser possível perceber nitidamente que aquilo tudo é falso – e não dá pra reclamar muito do orçamento, que está na casa dos 150 milhões de dólares. Mas tudo é genérico em Rampage. Dos enquadramentos à trilha sonora, tudo soa muito padrão.

Porém, o diretor Brad Peyton – que já trabalhou com The Rock em Terremoto: A Falha de San Andreas – consegue extrair algo de bom e o resultado é, como descrito no início, o “melhor filme ruim” do ano. E esse título não é em tom de desprezo, porque fazer um filme que prende e diverte a audiência ultimamente não é tarefa fácil. Ainda mais em uma era repleta de filmes de novos gêneros, como o de super-heróis.

Talvez Rampage: Destruição Total seja a consolidação de um novo gênero cinematográfico, então: os filmes que têm Dwayne “The Rock” Johnson no elenco. São sempre promessas de boas bilheterias.

 

Nota:

 

 

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