Tecnologias ituanas ajudam no combate e identificação de doenças

Equipamento da empresa Guarany demonstrou excelentes resultados em testes promovidos pela equipe Foto: Divulgação/Guarany

Na cidade de Itu, empresas têm realizado trabalhos de combate e também de identificação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Casos de dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya são registrados durante todo o ano no Brasil, por conta da falta de cuidados e de ações preventivas.

De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre de 2019 foram registrados aproximadamente 600 mil casos de dengue no país, com o número de casos prováveis (ainda não confirmados) sendo maior: 1,127 milhão. No mesmo período em 2018, eram 176,63 mil casos aguardando confirmação. 

Com isso, buscando oferecer uma ferramenta que auxilie, principalmente o poder público no combate direto dos vetores, a Guarany lançou no mercado o mini gerador aerossol a frio UBV, um equipamento que tem se mostrado eficaz no controle de endemias.

“O controle de doenças endêmicas depende muito da conscientização da população quanto às medidas preventivas, que devem ser feitas nas casas. Mas a utilização de tecnologias mais eficientes no combate ao vetor é um fator de extrema relevância para o sucesso das ações”, afirma Walter Marini, Gerente Comercial Técnico da Guarany, uma das empresas líderes em pulverização no Brasil.

“Nosso equipamento demonstrou excelentes resultados em testes promovidos pela equipe, parceiros e Ministério da Saúde, quando aplicado em ações de combate aos vetores causadores de doenças de impacto significativo na saúde de todo país”, destaca Marini.

Outra empresa também de Itu, a AdvaGen Biotech, irá produzir um novo teste desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) que consegue identificar a infecção pelo vírus da zika, com precisão sem precedentes, o que deve facilitar o trabalho de médicos e autoridades de saúde pública, que seguem na tentativa de entender os riscos trazidos pela enfermidade. 

A equipe conseguiu identificar um pedaço de uma das moléculas virais, a chamada NS1, que é suficientemente diferente de um vírus para o outro. Com isso, o teste tem tanto especificidade quanto sensibilidade de 92%, sendo que anteriormente era de 75%.

Isso significa que o novo exame raramente produz falsos positivos (não identifica a presença de um outro vírus como sendo o da zika) e nem falsos negativos. A comercialização dos kits com 96 testes cada um já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com os pesquisadores calculando que o custo por pessoa fica em aproximadamente R$ 30, o que poderia viabilizar o uso em grande escala pelo SUS.

Para que fosse obtida a aprovação, o teste foi validado com mais de 3 mil mulheres, o “público-alvo” da tecnologia, uma vez que os efeitos mais graves da zika registrados até o momento são os da microcefalia e outras anomalias severas no sistema nervoso de recém-nascidos cujas mães foram infectadas pelo vírus. 

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