Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Por André Roedel

“Valerian e Laureline”, quadrinho franco-belga que inspirou a saga “Star Wars”, ganhou vida pelas mãos do diretor Luc Besson, de Lucy e O Quinto Elemento. Intitulado Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, o filme lançado na semana passada é uma divertida aventura espacial, que traz bons conceitos e se destaca pelo visual perfeito, mas peca por alguns excessos e pelo roteiro um tanto confuso.

Estrelado por Dane DeHaan (Poder Sem Limites) e Cara Delevingne (Esquadrão Suicida), que encarnam o casal espacial protagonista da trama, o filme é visualmente fantástico. Logo de cara, na cena introdutória, o diretor brinca com os tamanhos da tela e, ao som da clássica “Space Oddity” de David Bowie, acaba fazendo um videoclipe. E, ao longo das mais de duas horas de exibição, vai mostrando que domina a câmera e também o recurso 3D, que foi bem explorado.

Os atores principais têm uma química excelente. Desde o primeiro momento dá para perceber o sentimento que Valerian tem por Laureline. Em meio a esse clima de romance no espaço, a dupla precisa investigar um mistério que pode colocar em risco a estação espacial Alpha, que reúne milhões de espécies de diversas partes do universo.

Todo conceito sideral e de divisões entre os personagens é muito inventivo. Porém, como o filme foi feito após inúmeros outros do tipo (que possivelmente beberam da fonte da história em quadrinho original), fica parecendo um “plágio”. Mas nada que tire a beleza do longa-metragem, que ainda conta com cenas bastante divertidas.

O que pega mesmo para Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não ser um filme cinco estrelas são os excessos. A obra é longa, há “barrigas” desnecessárias e o roteiro desencontrado em alguns momentos acaba não colaborando. Talvez a paixão de Besson pelo quadrinho original talvez tenha o cegado, não percebendo esses pontos negativos que poderiam facilmente serem corrigidos.

Outro porém são algumas atuações presentes no filme. Clive Owen, que faz um comandante da federação humana importante na missão de Valerian e Laureline, está extremamente fora do tom. Rihanna (isso mesmo, a cantora) tem uma pequena participação, mas dança melhor do que atua. Já Ethan Hawke, que também tem uma ponta, se sai bem no papel de um extravagante cafetão do espaço.

No geral, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é um filme que tem uma história leve e cheia de aventura e um visual que merece ser conferido na tela grande do cinema. Vale o ingresso.

 

Nota:

 

 

 

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