Vereadores de Itu se dividem sobre isolamento social

A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem, reiteradas vezes, informado que as medidas de isolamento social são a melhor alternativa para diminuir o contágio do novo coronavírus neste momento, em que não há vacina ou tratamento específico. Porém, a quarentena imposta por diversos governos pelo mundo resultou num efeito colateral: a paralisação das atividades econômicas e uma grave crise que atingiu a sociedade.

Com isso, há quem defenda a retomada da “normalidade” e quem seja favorável à manutenção do isolamento. As divisões de opiniões são vistas em diversas esferas, inclusive na Câmara de Vereadores de Itu. Nas últimas duas semanas, o JP ouviu todos os 13 vereadores ituanos, que se dividiram. Alguns são a favor da manutenção da quarentena, enquanto outros são a favor da reabertura do comércio – com os devidos cuidados.

“Sou a favor de uma flexibilização, mas com muita cautela. É obrigação do empresário oferecer máscaras, álcool em gel, segurança e também o consumidor precisa tomar os devidos cuidados, senão não adianta nada. Não adianta metade do comércio ficar fechado e a outra metade considerada essencial não oferecer o mínimo de condições”, declara Henrique de Paula (PDT).

“Sei o quanto tem sido difícil para a população, também reduzimos nossos salários em 30% e tenho convivido e ajudado, de várias formas, as famílias que passam por situações de grande necessidade. Mas concordo com as medidas referentes ao isolamento adotadas pelo Governo do Estado, para proteger a população, nunca para prejudicá-la, sempre acreditando no que dizem os especialistas no assunto da ciência e da saúde”, disse o presidente Ricardo Giordani (PL).

“Entendo que as medidas são tecnicamente as mais corretas. Temos que acompanhar as determinações da área da saúde e assim que os casos diminuírem, a flexibilização virá, com certeza. Acredito que tudo isso em breve passará, com fé em Deus”, afirma Mané da Saúde (PDT).

“Precisamos abrir o comércio, mas com muita precaução”, disse o Dito Roque (PL), elencando algumas mediadas que acredita serem efetivas para a reabertura com segurança. “Quero ressaltar que as pessoas da melhor idade e os que tenham algum outro problema que fiquem em casa”, frisou.

“Minha opinião é que o isolamento social deve ser flexibilizado, devendo os comércios e indústrias irem voltando a trabalhar gradativamente, com os devidos protocolos de segurança para evitar o contágio do vírus”, afirma Sérgio Castanheira (Cidadania). “Também devemos manter as escolas fechadas, mantendo aulas on-line para os alunos”, prossegue.

“Eu acho que foi importante no primeiro momento da quarentena, mas eu penso que neste momento há necessidade de se flexibilizar. Que se mantenham no distanciamento social os grupos de risco”, opina Maria do Carmo Piunti (PSC). “Temos que pensar também naquelas pessoas que dependem daquele pequeno comércio”.

“O isolamento é importante, mas tem um ‘prazo de validade’, na minha opinião. Daqui pra frente, tem que começar a conscientizar a população. Na minha opinião, o comércio já pode começar a abrir. Tem que conscientizar o dono do comércio e os clientes dele”, disse Wilson da Farmácia (PSL). Ele sugeriu que seja feito um decreto para tornar obrigatória a utilização de máscara em todos os locais.

“O comércio é um vetor, todo mundo vai nas lojas. Mas já está afetando economicamente. Eu sou aquele ‘intermediário’: tem que tomar cuidado para não se contaminar, mas também tem que se fazer algumas concessões, como está sendo feito”, disse Luciano do Secom (PL). Ele sugeriu a reabertura de academias, com bastante higienização e fiscalização da Prefeitura.

“Na minha opinião a gente vive a 3ª Guerra Mundial, mas o inimigo é invisível. A gente vive uma dicotomia: a questão mercado/comércio versus saúde e vida. Até por ser filho de médico, não tem como não ficar do lado das vidas”, disse Macruz (PDT), sugerindo que o comércio invista no delivery. “O comércio vai recuperar na hora que a coisa acalmar, agora a vida, não. A vida acaba e é irreparável”.

“Na minha opinião, diante a maior crise que a minha geração viveu, milhares de pessoas morrendo, milhões perdendo empregos, saúde a beira de um colapso e com os poderes desalinhados, sou a favor do isolamento, mas com critérios e flexibilizações responsáveis. Sendo que nosso inimigo não se trata somente do vírus; desespero e doenças mentais também matam milhares de pessoas todos os dias”, disse Normino da Rádio (Cidadania).

“Ninguém foi treinado, e, é tudo novo referente à pandemia. Por isso prefiro ouvir e acreditar em quem estudou e é especialista no assunto. Em Itu, estamos fazendo isso até o momento e esse é um dos motivos que concordo com a atitude do prefeito Guilherme Gazzola referente ao isolamento. As medidas, independente de quais, não são para prejudicar, mas sim proteger a população, e, por isso, como eu já disse, prefiro ouvir quem estudou e está preparado, pois assim, o risco de errar diminui”, disse Thiago Gonçales (PL).

“Na minha opinião, o que tem que fazer: proteger nossos idosos e o grupo de risco, e o povo trabalhar, porque nós vamos quebrar. Meus filhos têm um comércio, um bar, e falo em nome de todos os comerciantes. Lá ainda serve uma marmita, que é para ‘tapar buraco’. Mas outros comerciantes vão quebrar”, declara Givanildo Soares (Cidadania).

“Eu entendo que nós temos que tomar todas as medidas possíveis contra esse vírus, pois nosso patrimônio maior é a vida que Deus nos deu. Mas também não é possível nós ficarmos estagnados do jeito que nós estamos”, afirma José Galvão (DEM). O vereador afirma que o coronavírus não pode ser subestimado, mas é favorável a reabertura do comércio com restrições e fiscalização.

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