Zé Sérgio quer resgatar futebol alegre na base do Galo

Conforme o “Periscópio” noticiou na semana passada, Zé Sérgio é o novo treinador do time Sub-17 (Juvenil) do Ituano. Sua estreia aconteceu no último sábado, quando o time empatou em 3×3 diante do São Paulo, no Novelli Júnior.

José Sérgio Presti tem 61 anos e, como jogador, foi um grande ponta-esquerda. Driblador, insinuante, rápido e eficaz, teve o auge de sua carreira vestindo a camisa do São Paulo FC, quando chegou à seleção, tendo sido convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

“Fui convocado, mas não cheguei a jogar. Eu era muito jovem, mas fiz parte do grupo e carimbei me passaporte”, disse. Primo de Roberto Rivellino, Zé Sérgio, ainda adolescente, foi levado a treinar no Corinthians. “Mas eu morava do lado do Morumbi e comecei a treinar lá com 16 anos”.

Vestindo a camisa do Tricolor, o jovem atleta destacou-se e logo assumiu a titularidade em 1977, tendo sido considerado revelação do Campeonato Brasileiro. Foi o melhor ponta-esquerda em 1978, 1979 e 1980. Em seu auge foi eleito o melhor jogador do Brasil.

“No melhor momento da carreira, algumas contusões me atrapalharam a ponto de eu não conseguir ser convocado para a Copa da 1982, na Espanha, e embora minha carreira seguisse por mais dez anos, nunca mais consegui ser o jogador de antes”, lamentou.

Zé Sérgio ainda passou pelo Santos, onde foi campeão em 1984 e depois por Vasco no Brasil e Hitachi, no Japão, até parar de vez. “Eu estava no Japão, e passei a ser auxiliar técnico do Kashima Reysol, passei para técnico e fui adquirindo experiência. Quando voltei para o Brasil, montei uma escolinha e em 2003 recebi o convite para trabalhar na base do São Paulo, onde fiquei por dez anos”.

Depois do São Paulo, Zé Sérgio passou para a Ponte Preta até surgir o convite do Ituano. “Posso garantir, que tirando os quatro grandes, o Ituano tem a melhor estrutura e as melhores condições de trabalho”.

Mas o que o Ituano e o torcedor do clube pode esperar do treinador Zé Sérgio? “Eu me identifico muito com a formação. Não só dentro de campo, a forma antiga, como também fora do gramado. É gratificante ter jogadores com quem trabalhei na Ponte e São Paulo que até hoje tem a amizade e o agradecimento. Aqui no Ituano eu vejo um potencial muito grande, um ambiente muito bom”.

O professor destacou a maneira como Juninho conduz seu trabalho, a seriedade e o profissionalismo e garante ao torcedor e aos familiares dos atletas: “Eu vou dar o meu melhor na formação dos garotos, não apenas como atletas, mas também como pessoas”.

Finalmente, Zé Sérgio ressaltou: “Tenho muitas ideias para trabalhar esses meninos. Estou muito feliz, muito satisfeito e quero colocar como prioridade a qualidade e lapidar essa qualidade. Quero um Ituano forte, revelando jogadores para os grandes clubes no Brasil e pelo mundo afora”.

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