Evolução da Barbie: como a boneca revolucionou o mundo dos brinquedos

Por Lethícia Klinke

Comparação entre a primeira Barbie e suas versões mais recentes) Barbie em suas primeiras versões (Foto: Divulgação/Mattel Inc)

No mundo dos brinquedos, existe uma figura que transcende gerações e molda a forma como as crianças brincam e sonham. Estamos falando da icônica Barbie, boneca que é reflexo das mudanças sociais e culturais ao longo das décadas.

A visão da vriadora

Em 1959, Ruth Handler, cofundadora da Mattel (empresa detentora dos direitos da Barbie), enxergou uma oportunidade inexplorada no mundo dos brinquedos. Ao observar sua filha Barbara brincar de imitar o mundo adulto, Ruth teve a visão de criar uma boneca que permitisse às crianças explorar sonhos e aspirações através do faz de conta. Em uma época em que as bonecas infantis dominavam o mercado, a Barbie se destacou por seu visual adulto: a primeira Barbie usava um traje de banho de listras pretas e brancas.

Nos anos 1960, a Barbie se tornou sinônimo de moda. A cada ano, novos conjuntos de roupas eram lançados, refletindo tendências da época. A boneca inspirou a experimentação de moda, permitindo que as crianças imaginassem diferentes papéis e carreiras.

Além das prateleiras

A jornada da Barbie se expandiu para além do mundo dos brinquedos. As primeiras animações da Barbie surgiram no final dos anos 1980, levando sua personalidade para as telas. Os filmes infantis trouxeram histórias sobre temas de autodescoberta, amizade e coragem, além disso, se destacaram pela habilidade de adaptação a diferentes contextos, como contos de fadas clássicos, histórias de princesas modernas e até mesmo histórias mitológicas.

Neste ano, a Mattel investiu em um filme live-action (com atores reais) como forma de refazer a imagem da boneca, que sempre foi considerada como símbolo de padrões de beleza inalcançáveis. No longa-metragem mais recente, a narrativa da boneca Barbie que vem ao mundo real e se depara com questões inexistentes na “Barbielandia”, foi considerada como um pedido de desculpas ao público, reivindicando o papel da boneca como representante da independência feminina, mostrando que as meninas e mulheres podem ser o que quiserem ser.