Bibliotecário destaca importância da organização e da tecnologia nas bibliotecas

José Renato Galvão é um profissional altamente competente, que trabalha com muita dedicação (Moura Nápoli)

O Dia do Bibliotecário é comemorado no Brasil em 12 de março. A data homenageia os profissionais responsáveis por organizar, preservar e facilitar o acesso à informação em bibliotecas e centros de documentação.

A escolha do dia está ligada ao nascimento de Manuel Bastos Tigre, considerado um dos pioneiros da biblioteconomia no país. Ele teve papel importante na valorização das bibliotecas e no desenvolvimento da profissão no Brasil.

A celebração foi instituída pelo Conselho Federal de Biblioteconomia, entidade que regulamenta e representa a categoria. A data também serve para destacar a importância do bibliotecário na promoção da leitura, da educação e do acesso ao conhecimento. 

Em Itu, o Periscópio falou com o bibliotecário José Renato Margarido Galvão, 51 anos, que trabalha no Centro de Estudos da História Republicana, ligado à Universidade de São Paulo (USP) e ao Museu Repúblicano, que funciona na Casa do Barão, na Rua Barão do Itaim, no Centro.

Renato fala com orgulho de sua profissão. “O contato com as bibliotecas começou ainda na juventude. Frequentador da Biblioteca Municipal de Itu desde jovem, iniciei minha trajetória profissional na área em 2006, quando fui aprovado em concurso público para técnico em documentação e informação e passei a trabalhar na biblioteca da instituição”, afirma.

Segundo o profissional, a organização é um dos pilares do trabalho do bibliotecário. A função envolve lidar com grande quantidade de livros e obras de diferentes áreas do conhecimento, exigindo processos de catalogação e classificação que facilitem a pesquisa e o acesso dos usuários ao material disponível.

Apesar de ser uma profissão importante, ele reconhece que a biblioteconomia ainda não é uma carreira muito lembrada pelos jovens. “O interesse costuma surgir a partir do contato direto com bibliotecas e com o hábito da leitura ou da pesquisa. Mesmo com o avanço das redes sociais e das fontes digitais, muitas informações ainda estão disponíveis apenas em livros e acervos físicos”, conta.

Renato afirma que a tecnologia, no entanto, é vista como uma aliada. “Ferramentas digitais e aplicativos têm facilitado o acesso aos acervos. Em bibliotecas universitárias, por exemplo, os usuários podem pesquisar livros pelo celular, verificar se há versão digital ou localizar em qual unidade o exemplar impresso está disponível, além de realizar reservas”, destaca.

Para quem deseja seguir carreira na área, o caminho é cursar graduação em Biblioteconomia, com duração média de três a quatro anos. Renato lembra que o curso é oferecido em instituições tradicionais como a Universidade de São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, além de opções na modalidade de ensino a distância.

Em relação ao mercado de trabalho, ele observa que atualmente as principais oportunidades estão ligadas ao setor público, por meio de concursos para bibliotecas municipais, estaduais, de instituições de ensino e órgãos governamentais.

No dia a dia da profissão, o contato com o público também traz situações curiosas. “É comum atender pessoas com pressa para realizar empréstimos ou em busca de livros que não fazem parte do acervo da biblioteca. Por isso o bibliotecário precisa ter paciência e habilidade para lidar com diferentes perfis de usuários, desde pesquisadores até pessoas que procuram a biblioteca também como espaço de convivência e conversa”, finaliza.

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