Espaço Acadil | Amnésia
Uma das coisas mais horríveis que acontecem é a perda da memória. Pode ser temporária ou definitiva. Forçar a memória para recordar de algo, uma pista que explicasse essa situação “sui generis” é uma alternativa, mas não sabemos fazer isso; talvez procurar relaxar até o ponto em que nossa memória nos revele situações íntimas do nosso ser e assim recuperá-la.
Essa precária situação, aliada ao desespero, pode levar alguém a pensar em suicídio. Dar cabo da própria vida é uma situação deplorável. Ofender nosso Senhor Jesus numa atitude desesperadora é deplorável. Haveria pecado maior do que o suicídio, se a vida está para melhorar o nosso espírito.
Como reencarnar em corpo e mente sã, se comeste a maior ofensa divina que o suicídio. Por mais dura que seja a nossa vida, precisamos de coragem, determinação e vontade para enfrentá-la, tendo sempre em mente que toda dificuldade precisa ser superada para crescermos espiritualmente.
Os céus serão dos humildes e bons de alma sem pensamentos movidos pelo ódio, rancor ou vingança.
Naquela manhã, Mário Jorge ao acordar naquela praia, observou que havia um corte acima dos olhos, que o sangue já havia secado e só restavam os vestígios de um ferimento sem importância. Todavia, sua memória estava bloqueada e não se lembrava de nada, nem porque estava ali naquela praia deserta, na situação de um náufrago.
Atrás da praia havia uma densa floresta escura e, à noite, observou uma luminosidade intensa, como se a noite virasse dia. Penetrou vagarosamente por alguns metros na floresta e, pasmem, deparou-se com uma nave extraterrestre pousada numa clareira e dois indivíduos estranhos encontravam-se fora dela. A nave deveria medir cerca de trinta metros e era circular. Sua cor era prateada e emitia luzes coloridas entre o azul, verde e vermelho. Os indivíduos eram de baixa estatura, crânios enormes e abaulados, olhos oblíquos e grandes no tom avermelhado. Seus braços eram longos e tinham três dedos em cada mão. Não conseguiu vislumbrar os pés.
Passado o momento de estupefação e medo, pareceu-lhe que os extraterrestres o observavam e um deles ergueu os braços numa espécie de saudação a qual correspondeu. A seguir os dois entraram na nave preparando-se para decolar. Aumentaram as luzes e a nave deslizou pela clareira lentamente erguendo-se do solo e partiu numa velocidade incrível sem emitir nenhum ruído, cheiro ou escape de gases. Imaginou se algum terrestre fosse com eles, seria esmagado visto a velocidade extrema.
A partir daí sua memória começou a regressar e lembrou-se da pescaria que havia caído do barco, e nadado até aquela praia para salvar-se. Ao retornar seus amigos estavam lá, à sua espera, e foi um encontro emocionante.
De volta à civilização, almoçou peixe assado e tomaram cachaça de rolha para comemorar. E ficaram espantados com os relatos de Mário Jorge sobre a nave alienígena e extraterrestres.
Guilherme Del Campo
Cadeira Nº11 I Patrono: Mário de Andrade

