Homem é condenado a 20 anos de prisão por morte de esposa em Itu

Em júri realizado na quarta-feira (19), no Fórum de Itu, Gilberto Francisco da Silva foi condenado a 20 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo assassinato de sua esposa, Marli da Silva Anselmo. O crime ocorreu na madrugada de 19 de julho de 2024, na residência do casal localizada no bairro São Judas Tadeu, em Itu.

 Segundo a denúncia do promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze, Gilberto e Marli foram casados durante 26 anos e tinham decidido se divorciar dias antes do fato. Por não aceitar o fim do relacionamento, o réu esganou a vítima enquanto ela dormia. A residência era compartilhada pelo casal, pela filha e pelo neto.  

O júri reconheceu a autoria do crime e acolheu as qualificadoras apontadas pela acusação: feminicídio (crime praticado contra a mulher em contexto de violência doméstica e familiar), motivo torpe, emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.  A tese do Ministério Público foi aceita integralmente, com as teses da defesa sendo recusadas.

 A sentença foi proferida pelo juiz de Direito Dr. Hélio Villaça Furukawa, da 2ª Vara Criminal e do Júri de Itu. Ao fixar a pena-base em 24 anos, o magistrado destacou a gravidade concreta do delito e a “intensa reprovabilidade” da conduta, praticada no interior do lar familiar. A pena final fixada foi de 20 anos de reclusão devido ao abatimento de quatro anos em razão da confissão do réu.

O magistrado negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva e determinando a execução imediata da pena com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (Tema 1068), que autoriza o cumprimento imediato da condenação proferida pelo Tribunal do Júri.  

Ao Periscópio, o promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze informou que irá recorrer para tentar aumentar a pena. A defesa também irá recorrer.

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