“Memórias de um Jornaleiro” resgata histórias, personagens e o jeito de viver de Itu

Há cidades que podem ser contadas por seus monumentos, por suas datas e pelos grandes acontecimentos. E há aquelas que também precisam ser contadas pelas histórias miúdas: pela conversa de balcão, pela lembrança de infância, pela figura conhecida da praça, pela anedota que passa de uma geração a outra.
É desse lugar que nasce “Memórias de um Jornaleiro”, livro de José Carlos Rodrigues de Arruda, que reúne crônicas publicadas ao longo de quase três décadas no Jornal Periscópio, em Itu. Com olhar atento, memória privilegiada e uma escrita marcada pelo humor, pela ironia e pelo afeto, Zé do Periscópio, como é conhecido, registrou em suas crônicas muito mais do que acontecimentos. Guardou personagens, costumes, histórias e pequenos episódios que poderiam facilmente desaparecer com o tempo.
O resultado é um retrato de Itu visto por quem viveu a cidade intensamente e aprendeu a enxergá-la não apenas pelas suas grandes histórias, mas também por aquilo que acontece todos os dias, e que, justamente por parecer pequeno, quase nunca chega aos livros.
Em “Memórias de um Jornaleiro”, o leitor reencontra uma Itu de outras épocas e, ao mesmo tempo, reconhece uma cidade que continua presente. As crônicas transitam entre lembranças, personagens reais, episódios do cotidiano, acontecimentos marcantes e os muitos “causos” que fazem parte da memória coletiva ituana.
O livro preserva também a essência de um tempo em que o jornal impresso ocupava um lugar especial na vida das cidades. As crônicas eram aguardadas, comentadas e compartilhadas, criando uma conversa permanente entre o autor e seus leitores. Mais do que reunir textos antigos, a obra transforma esse conjunto de memórias em patrimônio afetivo de uma cidade.
Uma vida dedicada às histórias de Itu
José Carlos Rodrigues de Arruda tem uma trajetória profundamente ligada ao jornalismo ituano e ao Periscópio. À frente do jornal, participou de momentos importantes da história da imprensa local e acompanhou de perto as transformações políticas, sociais e culturais de Itu.
Sua escrita, porém, nunca se limitou ao registro jornalístico. Nas crônicas, encontrou outra maneira de contar a cidade: mais livre, pessoal, espirituosa e próxima das pessoas. Por isso, “Memórias de um Jornaleiro” pode ser lido tanto como um livro de crônicas quanto como uma espécie de álbum de memórias de Itu, feito de palavras no lugar de fotografias.
O lançamento de “Memórias de um Jornaleiro” será realizado no dia 17 de setembro de 2026, a partir das 18h30, no Botequim Santo Antonio, localizado na Avenida Dr. Ermelindo Maffei, 760, em Itu.

