Ituanos vão às ruas protestar contra projeto anticorrupção

 

Assim como ocorreu em boa parte do país, a população voltou a protestar contra a classe política

 protesto-centro

No último domingo (4), ituanos estiveram na região central da cidade protestando contra as alterações no projeto anticorrupção aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada da última quinta-feira (30) e em apoio às investigações da Operação “Lava-Jato”.

O manifesto se deu em dois períodos: no período da manhã, um grupo de 50 pessoas se concentrou na Praça Padre Miguel (Matriz), por volta das 10h30, e se dirigiu pela Rua Barão do Itaim até a Praça da Independência (Largo do Carmo) onde, nas escadarias da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, gritaram palavras de ordem como “Viva Moro”, “Viva Lava Jato”, “Fora Lula”, “Fora Renan” e “Fora Temer”, entre outros.

À tarde, por volta das 15h30, um outro grupo, com cerca de 100 pessoas, se reuniu na Praça da Matriz, de onde seguiram pela Rua Paula Souza, até chegar a Rua Barão do Rio Branco, onde, na escadaria da Câmara Municipal dos Vereadores, clamaram por educação, manutenção da Operação “Lava-Jato” e pelo fim da corrupção.

Da escadaria da Câmara, os manifestantes seguiram pela Rua Floriano Peixoto, com Bandeiras do Brasil e cartazes, até chegar ao Largo do Carmo, onde os protestos foram encerrados.

Presente nas duas manifestações, o autônomo Armando Buch Pastoriza, de 59 anos, manifestou toda sua insatisfação com a polícia brasileira. “Assim como as demais pessoas que aqui estão, vim para a rua pois esses políticos continuam não nos representando, eles aprenderam muito pouco com as últimas manifestações e o que aconteceu nos últimos tempos, desde 2013. Existem exceções na classe, mas a política está muito comprometida “.

Para o autônomo Paulo Lopes, de 34 anos, para que a mudança que se almeja no protesto ocorra é preciso que a sociedade contribua. “Durante a votação, deturparam as dez medidas, que deveriam ter sido aprovadas na íntegra. Tiraram os textos que não seriam bons para eles e colocaram outros. É preciso que o pessoal vá para a rua, chame a atenção”.

Conscientização e adesão da juventude por um Brasil melhor é o que espera a professora aposentada Maria do Carmo Alarcon, de 70 anos. “O povo ficou mais consciente do que está acontecendo no país. Esse desvio muito grande de dinheiro prejudica enormemente o Brasil.O povo quer fazer valer os seus direitos e precisamos de mais participação da juventude, afinal o futuro é deles. Vejo muito pouco isso”, desabafou.

Daniel Nápoli