Revoltados com novos itinerários dos ônibus, ituanos fazem protesto

Protesto foi concentrado na Praça do Carmo e reuniu cerca de 100 pessoas. Manifestantes reclamaram também do aumento da tarifa

 

Daniel Nápoli

 Entre o final da tarde e o início da noite de ontem (4), pouco mais de 100 pessoas estiveram presentes no Centro da cidade, para participar de um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus e as mudanças de horários e itinerários em algumas linhas.

O ato teve início por volta das 17h na Praça da Independência (Largo do Carmo), onde os manifestantes se concentraram com bandeiras e cartazes. Os presentes permaneceram no local até cerca de 19h, quando estava previsto o deslocamento para outros locais da cidade. Ao longo do caminho, os manifestantes criticavam as alterações promovidas pelas viações Itu e Avante no início da semana. Os participantes do ato também gritaram palavras de ordem, como “Itu vai parar se a passagem não baixar”. Até o fechamento da matéria, nenhum incidente havia sido registrado.

Uma das manifestantes, a estudante Nathália Souza, de 19 anos, comentou sobre a importância do ato. “Nós cansamos de ficar sentados esperando providências que não chegam. Eu dependo de ônibus para ir à faculdade”, explica. Nathália cita também que as alterações prejudicaram a rotina de seus familiares. “Minha mãe fazia um trajeto para o trabalho que levava 20 minutos e hoje é feito em 1h15”.

Outro usuário do transporte coletivo, o vendedor Rafael Luiz de Souza, de 26 anos, também compareceu ao protesto. “A gente não está revoltado de pagar R$ 4,00 a passagem, a gente está revoltado de o trabalhador sair da casa dele para ir trabalhar e ter que pegar um ‘busão’ lotado, quer muitas das vezes passa direto porque não cabe mais gente. A gente quer um transporte público digno”, prosseguiu o manifestante, que mora no bairro Cidade Nova. “O transporte público de Itu, e não é de hoje, vem sendo sucateado”.

A reportagem do “Periscópio” entrou em contato com a assessoria de imprensa do grupo responsável pelas empresas de ônibus de Itu para saber a posição a respeito da manifestação. O responsável, Paulo Barddal, apontou que o protesto “é um direito das pessoas, mas as empresas estão atendendo a maior parte das solicitações que têm sido realizada pelos usuários do transporte”.