Educadora de Itu vence concurso e ganha bolsa para realizar curso no exterior
Professora de inglês no “Berreta”, Ana Maria Roveri viaja à Inglaterra em abril para participar da conferência IATEFL 2016
Lucas Gandia
Uma viagem para o Reino Unido com tudo pago é o sonho de muita gente – sobretudo de educadores de língua inglesa. Para Ana Maria Roveri, professora da Escola Estadual Professor Antonio Berreta, este desejo está prestes a se tornar realidade. Ela é uma das vencedoras do concurso cultural “Shakespeare lives in the classroom” (“Shakespeare vive na sala de aula”, em tradução livre), oferecido pelo Conselho Britânico.
Como premiação, Ana Maria terá a oportunidade de participar da conferência IATEFL 2016, oferecida a professores de inglês como língua estrangeira, com direito à bolsa de estudos para custear despesas com estadia e transporte (aéreo e terrestre). Para participar do evento, que este ano será realizado na cidade de Birmingham, a educadora permanecerá na Inglaterra entre os dias 11 e 16 de abril. Ao longo deste período, ela terá acesso a apresentações de trabalhos acadêmicos, seminários e workshops.
Ao se inscrever no concurso, Ana Maria precisou escrever uma redação de 500 palavras e um plano de aula em inglês sobre a importância de ensinar Shakespeare nas escolas. “Foi tudo muito rápido. Enviei os arquivos no dia 29 de fevereiro; no dia 7 de março recebi a resposta da premiação”, conta. “Quando vi meu nome na relação de premiados, não sabia se ria ou se chorava”.
Perseverança
Apesar de já ter viajado ao exterior a passeio, esta será a primeira oportunidade de estudo da professora em outro país. O resultado positivo surpreendeu até mesmo as pessoas mais próximas. “Em 2010, fiquei em 11ª colocada em um concurso nacional que premiou os dez primeiros lugares. Foi muito frustrante”, recorda. “Desta vez, não avisei ninguém sobre a inscrição. Preferi aguardar o anúncio para comunicar a participação”.
Para Ana Maria, a conquista da bolsa de estudo traz outros benefícios além da viagem. “O melhor de tudo é que isso serve de estímulo para meus alunos. Muitos têm receio de participar de concursos e olimpíadas, pois não conhecem outros ganhadores. Por muito tempo, também tive essa filosofia de ‘não vou me inscrever porque não tenho chance’. Isso serviu como uma motivação para eles: eu continuei tentando e consegui. Então eles também precisam tentar”, finaliza.
