Dengue: luta de todos?
Por Ivan Valini
Drama enfrentado pela população brasileira há anos, a dengue voltou a atacar. E a maior ameaça já paira sobre os moradores ituanos. A cidade já ultrapassou dois mil casos da doença. Nesta semana, apesar da chuva e mudança na temperatura, novos casos apareceram. O município confirmou que foram registrados três casos de H1N1. Já o zikavírus e o chikungunya ainda não “apareceram” por aqui.
Não resta dúvida: os números mostram que o poder público precisa reforçar as medidas de combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mas a luta contra o mosquito necessita de cooperação mútua.
A dengue é um problema que desafia a todos. E não é só uma questão de saúde pública, mas também de educação, comunicação e mobilização. As ações para combatê-la não podem ser restritas aos governos.
O mosquito tem nossas casas como local preferencial para colocar seus ovos. E a estratégia mais eficaz de controle e prevenção é justamente a eliminação desses focos.
Para isso, é necessário incluirmos na rotina diária algumas medidas simples, como verificar acúmulo de água em calhas, ralos, bandejas de geladeira e ar-condicionado, entre outros locais, e a vedação adequada da caixa d’água. Cabe a todos prevenir uma doença que pode trazer tragédia para muitas famílias.
Sabemos o quanto esse assunto vem sendo comentado e explicado, parece “chover no molhado”, mas o cidadão precisa entender a gravidade do problema. As dificuldades de controle da doença estão relacionadas à extraordinária capacidade de adaptação do Aedes aegypti ao ambiente habitado pelo homem e à inexistência de uma vacina segura e eficaz. A despeito das iniciativas adotadas para o aprimoramento técnico e aumento de cobertura da intervenção contra o mosquito, o problema vem se agravando. A dengue, atualmente, é um dos principais problemas de saúde pública do mundo.
E agora, com a mudança de tempo e a aproximação do inverno, a tendência é que a mobilização se afrouxe. Daí é que mora o maior perigo, pois o ovo do mosquito Aedes Aegypti, resiste por até 450 dias no seco, podendo ser transportado de um lugar para outro sob qualquer recipiente, e o mosquito dura até 45 dias. É uma praga muito resistente. Então, se não houver um combate mais agressivo à doença agora, no próximo verão, o problema poderá ficar ainda maior.
Mas falar é fácil… Difícil mesmo é perceber na cidade que a população realmente esteja preocupada, ou ao menos engajada, no compromisso de se eliminar os criadouros do mosquito. Por incrível que pareça eliminar criadouros é mais difícil do que se parece. E aqui fica o aviso: De nada vai adiantar o esforço de uns enquanto a maioria não se der conta. Hoje, a única forma de se precaver, é passando repelente e rezando.
