Dia do Atleta Profissional é comemorado neste sábado

No Brasil comemora-se o Dia do Atleta Profissional em 10 de fevereiro, conforme a Lei nº 9.615, de 1998. A partir disso ficou estabelecido que era necessário que as entidades de prática desportiva realizassem um contrato formal de trabalho com o atleta, que passou a ter seus direitos garantidos.

São inúmeras as pessoas que sonham em se tornar grandes atletas, nas mais diversas modalidades. Nem todos, entretanto, conseguem vencer os obstáculos para serem reconhecidos verdadeiros profissionais.

O Periscópio falou com dois profissionais da área que dão dicas para jovens que buscam sucesso no futebol e para pessoas que simplesmente querem praticar algum esporte, sem maiores compromissos, mas que precisam obedecer minimamente alguns requisitos.

Léo Pereira – No caso específico dos jovens que sonham em ser jogador de futebol, foi contatado o professor Léo Pereira, 35 anos, que é filho do grande Luiz Carlos Pereira, que passou pelo Ituano, Bahia e outros clubes no Brasil e Japão. Léo dá importantes dicas.

“Uma das primeiras coisas que se deve ter em mente para quem sonha em ser um atleta profissional é na verdade para os pais. Os pais precisam ter em mente que estão lidando com crianças. Os meninos e meninas ainda não têm maturidade para decidir o futuro, então deixem as crianças jogar, sem pressão, sem cobranças e sempre com a supervisão de professores capacitados. Mas deixem, acima de tudo, as crianças brincarem”.

Para o professor é importante o incentivo dos pais, mas sem cobranças. “Cobrança em excesso pode acabar desmotivando as crianças”. Outra dica é que “as crianças devem procurar também fazer mais de um esporte, para que o repertório motor delas seja muito bom. Outros tipos de estímulo são muito interessantes”, destaca.

Já para os adolescentes, “não tem milagre. É dedicação. O caminho é árduo, é preciso persistência, determinação, equilibrar o sono, a alimentação, é ser interessado, buscar se desenvolver também fora do campo”. 

Para Léo é preciso ter um perfil pessoal, não apenas treinar. “Eu costumo dizer que o futebol é para todos, mas nem todos são para o futebol. Liderança, comunicação, disciplina são coisas que os jovens precisam ter para que possam se tornar, ou pelo mesmo que estejam mais próximos de se tornar um atleta profissional”, conclui. 

Jhony – O professor Jhony Silva Gomes, 34, também dá dicas, estas mais voltadas às pessoas que apenas querem praticar esportes, sem compromisso, apenas como uma opção de lazer, saúde ou estética.

A primeira coisa é procurar alguma atividade que venha lhe dar prazer. A gente sabe que não é fácil praticar uma atividade física. Então, dentre inúmeras, procure uma que lhe dê prazer”, indica Jhony.

“Pode ser caminhada, corrida, academia, pedalada, vôlei, futevôlei, enfim tem inúmeras opções. É preciso também respeitar os limites do corpo. Não pense que do dia para a noite você será um atleta de alto rendimento. Não! É pouco a pouco. Faz um pouco hoje, aumenta um pouco amanhã. Mantém uma semana a mesma intensidade…”.

Para ele, “as pessoas precisam se adaptar aos exercícios. Muda o sono, a fome, a própria mudança de rotina, No começo vai sentir alguma indisposição, microlesões, mas isso, no fim, acaba sendo um incentivo a mais com o passar do tempo. Então, respeitar os limites do corpo é importante, praticando gradualmente”, ressalta.

Ele destaca ainda que é necessário respeitar as necessidades que o seu corpo irá pedir. “É preciso se alimentar muito bem, hidratação, ainda mais neste calor, descanso, tudo isso é importante”.

Jhony lembra que sempre antes de iniciar alguma atividade é preciso fazer um alongamento, e depois que terminar, independente do que tiver praticado, alonga novamente.

“Agora, para as pessoas que querem praticar alguma atividade profissionalmente, “o conselho que dou é que façam um investimento e procurem um profissional adequado. Procurem um personal que saiba aplicar e dosar os treinamentos”.

Basicamente as dicas são as mesmas, mas o acompanhamento de um profissional da área é indispensável, destaca o professor. “Às vezes você terá de abrir mão de algumas regalias, que não compõem a vida de um atleta”.

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