Em frente ao Quartel de Itu, manifestantes pedem “intervenção militar”

Caminhoneiros de diversas partes do país e demais pessoas realizaram, na noite da última segunda-feira (28), uma manifestação na Praça Duque de Caxias, em frente ao Quartel de Itu, solicitando intervenção militar no Brasil. Na tarde de domingo (27) já havia ocorrido um ato semelhante em frente a unidade militar.
Centenas de pessoas estiverem presentes no ato, que contou com palavras de ordem como “Fora Temer” e “queremos intervenção militar”, além de orações e solicitações de doações de alimentos para os caminhoneiros que estão, desde o último dia 21 de maio, parados no pátio da cervejaria Heineken.
O Periscópio conversou com pessoas presentes no ato. Para o funileiro José Roberto Guarnieri, é preciso uma mudança de governo urgente. “Não se pode mais adiar uma intervenção. Não dá para aguentar mais. Do jeito que está não tem mais condição. Temos que apoiar os caminhoneiros para derrubar esse governo. Agora é a hora, senão não conseguiremos mais. A melhor coisa é a intervenção militar para derrubar todos os corruptos juntos”, explica.
A funileira Regina Maria Guarnieri compartilha da opinião de seu marido, complementando. “O caminhoneiro foi a única classe trabalhadora que teve peito para enfrentar, parar esse País. Se não começar por algum ponto, ninguém vai resolver nada. Eles deram o primeiro passo, o incentivo para a população se levantar, acordar para a realidade. Se agora não conseguirmos parar esse governo corrupto, a gente não consegue mais. O Brasil não terá mais jeito”.
Depois de pouco mais de uma hora de manifestação em frente ao 2º GAC L – Regimento Deodoro, ocorreu um “buzinaço”, com os manifestantes seguindo em carreata pelas ruas centrais da cidade. Outro “buzinaço” ocorreu na cidade na noite de domingo (27), quando motoristas diversos fizeram carreata pela Avenida Galileu Bicudo. (Daniel Nápoli)


O direito de se manifestar é legítimo, porém levantar a idéia de Intervenção Militar é desconhecer a história.