Itu tem 1ª morte por febre maculosa confirmada em 2025

A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados (Foto: Wikimedia Commons)

Na quinta-feira (30/10), a Secretaria Municipal de Saúde de Itu confirmou a primeira morte por febre maculosa em 2025 na cidade. A vítima é uma jovem de 25 anos. Segundo a Prefeitura, por meio de nota, a vítima foi atendida pela UPA e, com o agravamento do quadro, foi transferida para a UTI do Hospital da Santa Casa, com suspeita clínica de doenças febris agudas hemorrágicas.

Durante o atendimento, ainda de acordo com a nota, não foi informado à equipe de Saúde que a paciente esteve em área com risco de contaminação para febre maculosa. A Vigilância Epidemiológica Municipal segue em contato com a família para investigar o local provável de contaminação.

Outros casos

Levando em consideração a região, esta foi a quinta morte relacionada à doença neste ano. Na cidade de Salto, foram registradas quatro mortes por febre maculosa, em 2025.  A primeira morte por febre maculosa em Salto foi confirmada pela Prefeitura em junho. A vítima, um homem de 33 anos, era morador da cidade e frequentava o Parque de Lavras. Os dois outros óbitos foram confirmados no dia 3 de outubro pelo Instituto Adolfo Lutz.

Uma das vítimas, um homem que morava em Salesópolis, foi contaminado durante um passeio no Parque de Lavras. A outra vítima, também do sexo masculino, morava na região do Porto Goés, em Salto. A quarta vítima, que teve a morte confirmada no dia 24 de outubro, é pai de outra pessoa que também morreu em decorrência da doença e também frequentava o Parque das Lavras.

O local, desde o dia 17 de outubro, está interditado pela Prefeitura de Salto. Segundo a administração municipal, o fechamento é temporário e foi realizado por determinação da Secretaria Estadual de Saúde.

Sobre a doença 

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave, de evolução rápida, causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitida pela picada de carrapatos infectados. De acordo com o Ministério da Saúde, a enfermidade pode se manifestar de forma leve, mas também evoluir para quadros graves, com alta taxa de letalidade se não houver tratamento imediato.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares constantes, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Também podem surgir inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés, manchas vermelhas que se espalham pelo corpo, e, em casos mais severos, gangrena em extremidades e paralisia que pode atingir os pulmões, provocando insuficiência respiratória.

O tratamento deve ser iniciado assim que surgirem os primeiros sinais, mesmo antes da confirmação laboratorial. A terapia, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), é feita com antibióticos específicos por cerca de sete dias, podendo exigir internação hospitalar. A demora no início do tratamento é um dos principais fatores de agravamento da doença e pode levar ao óbito.

A prevenção é essencial e baseia-se principalmente em evitar o contato com carrapatos. Recomenda-se usar roupas claras e de mangas compridas ao circular por áreas com vegetação, aplicar repelente, manter calças por dentro das botas e inspecionar o corpo e os animais de estimação após atividades ao ar livre. Caso encontre um carrapato aderido à pele, ele deve ser removido com pinça, de forma cuidadosa, sem esmagá-lo, e o local deve ser higienizado com álcool ou água e sabão.