Justiça condena ex-prefeito por injúria após ofensas contra vereador

Na última quarta-feira (18), a 2ª Vara Criminal e do Júri de Itu julgou procedente a queixa-crime movida pelo vereador Eduardo Alves (PSB) e condenou o ex-prefeito Guilherme Gazzola (PP) pelos crimes de injúria e difamação, após publicações feitas em rede social e mensagem enviada por WhatsApp.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz Hélio Villaça Furukawa, Gazzola utilizou expressões injuriosas ao se referir ao parlamentar, fazendo “ataques gratuitos”. A materialidade do crime foi reconhecida com base nas próprias publicações juntadas aos autos, consideradas suficientes para demonstrar a ofensa à honra.
Para o vereador, as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram diretamente sua dignidade e sua reputação, alcançando amigos e familiares. Já Gazzola confirmou a autoria das publicações, mas as caracterizou como “críticas duras, porém legítimas”. Explicou que Alves foi secretário municipal de Obras durante seus oito anos de governo e ficou surpreso e decepcionado com a mudança “quase que imediata” de posição política do agora vereador.
Com a condenação, Gazzola recebeu pena de um ano, um mês e dez dias de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de 40 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi substituída pelo pagamento de 15 salários mínimos como prestação pecuniária a uma entidade indicada pela Justiça, além de multa fixada em 15 dias-multa. A decisão ainda cabe recurso.
Ao JP, o vereador Eduardo Alves comentou a condenação. “Antes de assumir o mandato eu comecei a ser vítima de injúrias do então prefeito Guilherme Gazzola. Depois que assumi, se intensificaram e eu senti que foi um ataque à minha honra. Crítica política eu aceito, agora pessoais, não. Eu sou cristão, perdoo as pessoas, mas isso não é política. Não aceito esse tipo de procedimento”, afirmou.
A reportagem procurou Gazzola, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Ao g1, porém, afirmou que vai recorrer da decisão. “O recurso será feito olhando sempre para o fato que mantive tudo que disse do dito vereador que se elegeu na base de apoio do nosso grupo e traiu estas pessoas, mas no Brasil é mais fácil tentar punir quem denuncia do que punir aquele que comete o real delito”, disse.

