Presidente da OAB fala sobre novas regras do Pix

Rodrigo Tarossi é advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Itu (Arquivo Pessoal)

Fevereiro chegou e as novas regras do Pix já estão em vigor trazendo mudanças importantes para usuários e instituições financeiras. Para esclarecer o que muda na prática, os impactos no dia a dia da população e os cuidados necessários, a reportagem ouviu o Dr. Rodrigo Tarossi, advogado e presidente da OAB Itu, que explica os principais pontos da atualização e orienta sobre direitos, deveres e segurança nas transações.

“As alterações, definidas pelo Banco Central do Brasil, têm um objetivo claro: aumentar a segurança do usuário e reduzir a ocorrência de golpes, um problema que cresceu junto com a popularização do meio de pagamento. Uma das principais novidades está na possibilidade de rastrear melhor as transações. Nos primeiros anos do Pix, a rapidez das operações dificultava o acompanhamento do caminho percorrido pelo dinheiro após a transferência”, comenta.  

Tarossi destaca que “com as novas regras, os bancos passaram a adotar procedimentos mais eficientes de registro e troca de informações, o que permite identificar com maior clareza de onde saiu e para onde foi o valor transferido. Esse avanço é especialmente relevante em situações de fraude. Quando há indícios de golpe, as instituições financeiras agora conseguem agir de forma mais rápida, bloqueando temporariamente os valores e acompanhando a movimentação do dinheiro entre contas. Isso aumenta as chances de recuperação dos recursos e diminui os prejuízos para quem foi vítima de transferências indevidas.

O advogado ressalta também que “outra mudança importante diz respeito ao monitoramento das transações. Os bancos passaram a observar com mais atenção o comportamento de uso do Pix, identificando movimentações fora do padrão do cliente. Quando algo foge do normal, medidas preventivas podem ser adotadas, como limites temporários ou verificação adicional, sempre com o intuito de proteger o usuário, sem comprometer a praticidade do sistema.”

Na prática, essas medidas tornam o Pix mais seguro sem torná-lo mais complicado. O sistema continua funcionando de forma simples e rápida, mas agora conta com mecanismos adicionais de proteção, que atuam de forma silenciosa, nos bastidores, para evitar fraudes e usos indevidos.

“A intenção das novas regras é reforçar a confiança da população no Pix, consolidando o sistema como um meio de pagamento moderno, eficiente e seguro. Para o usuário comum, o benefício é direto: maior tranquilidade ao realizar transferências, com a certeza de que, em caso de problema, há instrumentos mais eficazes para identificar, bloquear e rastrear as operações”, garante.

Finalizando, Rodrigo Tarossi diz que “com essas mudanças, o Pix avança não apenas como uma ferramenta de conveniência, mas também como um sistema cada vez mais preparado para lidar com os desafios da era digital, protegendo quem utiliza a tecnologia de forma legítima.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *