Servidores municipais recusam volta do pagamento dos salários para o 5º dia útil

Em assembleia geral, também foi aprovada proposta de aumento salarial de 9,91%

Em assembleia geral realizada na última terça-feira (26), na sede do SISMI (Sindicato dos Servidores Municipais de Itu), os trabalhadores da Prefeitura recusaram a proposta patronal de voltar a efetuar o pagamento dos salários no 5º dia útil, que atualmente é realizado no último dia útil do mês. As propostas de pagamento do 13º salário, que hoje acontece em duas parcelas, em parcela única em dezembro e a vinculação do abono aniversário ao 5º dia útil, hoje vinculado no último dia útil, também foram rejeitadas.

“Dos itens financeiros e econômicos que a Prefeitura nos apresentou, nós fizemos recusa de 100% das cláusulas propostas”, declarou ao “Periscópio” o presidente do SISMI, José Flamínio Leme. “As outras cláusulas que eles disseram que estavam em estudo, como implantação de vale-alimentação, também houve recusa”, completou o sindicalista.

Além disso, também foi aprovado o aumento salarial de 9,91%. “A aprovação deu-se naturalmente no índice de 9,91%, que é uma reposição da inflação do período. Isso não precisou ser votado pelo servidor, porque é uma lei de 2010 em que o gatilho é automático. Já recebi da ATL (Assessoria Técnico-Legislativa) o decreto do prefeito transferindo para o salário do dia 29 (ontem) esse percentual para todos os servidores, com desconto de 2,4% de quem teve o reajuste antecipado em janeiro deste ano, em função do aumento do salário mínimo”, disse o presidente.

Cerca de 50 servidores participaram da assembleia. As recusas foram unânimes. “A Prefeitura colocou pra gente durante as negociações toda a fragilidade financeira, redução de recursos do Governo Federal, Estadual e da própria arrecadação municipal, mas a gente também não vê a Prefeitura fazendo nenhuma subtração, enxugando algumas despesas que poderia enxugar, antes de devolver para o servidor a responsabilidade da baixa arrecadação”, explicou Leme.

O presidente do SISMI afirma que a decisão é definitiva. “Por parte dos servidores, sim. Se a Prefeitura por ventura não acatar a decisão da categoria e voltar a pagar o salário no 5º dia útil, nós vamos discutir judicialmente o descumprimento do acordo, qualquer legislação que a gente possa se amparar para pedir a manutenção do salário no último dia útil do mês”, finalizou o sindicalista.