Tocha Olímpica visita o Periscópio
Atleta Stephenie Forcin, uma das condutoras, trouxe a Tocha Olímpica e falou ao jornal de sua emoção

Moura Nápoli
Esta semana a redação do Periscópio recebeu a visita da atleta Stephanie Forcin, uma das condutoras da Tocha Olímpica, quando esta passou por Itu, semanas antes da abertura dos Jogos Olímpicos Rio-16.
Stephanie foi uma das atletas que conduziram o fogo olímpico pelas ruas da cidade e viveu uma emoção única. “Foi um sonho realizado. Meu grande sonho, na verdade, é um dia poder representar o Brasil numa olimpíada, mas enquanto isso não acontece, conduzir a chama foi um momento único”, disse a atleta de 18 anos.
Garra e determinação, que são marcas registradas da jovem, são predicados que vão além do tatame. Stephanie começou a vivenciar o sonho em outubro de 2015, quando seu pai, Eduardo Forcin a inscreveu nos sites do Bradesco e Coca-Cola, contando a história da jovem, dos títulos já conquistados em sua breve, porém vitoriosa carreira e dizendo do sonho da moça em ser uma das condutoras.
“Depois disso, o tempo passou e cheguei a pensar que nem tinham visto meus e-mails”, disse Forcin, completando que “um dia, entretanto, faltando dois meses para a vinda da Tocha para Itu, entraram em contato conosco, dizendo que a Stephanie seria uma das atletas do Bradesco”.
As trocas de mensagens, então passaram a ser constantes e o sonho foi tornando-se realidade. “Na véspera, nem consegui dormir”, brinca a jovem com brilho nos olhos.
A participação da atleta foi algo rápido, porém, marcante e inesquecível. A Tocha passou a ser um troféu que ela guardará por toda vida, entre suas inúmeras medalhas conquistadas com muita luta, garra e determinação.
Stephanie já teve oportunidade de levar seu troféu para ser visto pelos idosos da Vila Vicentina, pelos alunos da Escola de Cegos Santa Luzia e ainda tem outras visitas já agendadas em outras escolas da cidade.
“Na Vila Vicentina foi lindo ver os velhinhos pegando a Tocha, se emocionando. Já na Escola de Cegos, a emoção foi ainda maior. Eles conseguiam ‘ver’ a tocha pelos dedos, pelo tato. uma coisa difícil de retratar”, disse a atleta.
Mais que a emoção do momento e a recordação eterna, para Stephanie Forcin, poder conduzir a Tocha Olímpica foi, acima de tudo, um grande incentivo. Talvez o maior até aqui. Incentivo para que ela possa estar, em Tóquio-20, representando o Brasil – e Itu, consequentemente – no Taekwondo.
Foto – Divulgação
