﻿{"id":147012,"date":"2025-03-14T15:12:16","date_gmt":"2025-03-14T18:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/?p=147012"},"modified":"2025-03-17T16:20:41","modified_gmt":"2025-03-17T19:20:41","slug":"pandemia-5-anos-depois-o-que-mudou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/pandemia-5-anos-depois-o-que-mudou\/","title":{"rendered":"Pandemia, 5 anos depois: o que mudou?"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 11 de mar\u00e7o de 2020, o bi\u00f3logo et\u00edope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), decretava oficialmente a pandemia de Covid-19. A rea\u00e7\u00e3o foi imediata: eventos foram cancelados, governos come\u00e7aram a tomar medidas para mitigar os impactos e os cientistas iniciaram uma corrida por rem\u00e9dios e vacinas contra a doen\u00e7a. Tamb\u00e9m houve muito negacionismo, o que vitimou milh\u00f5es de pessoas mundo afora. No Brasil, foram mais de 700 mil mortes confirmadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinco anos depois, voltamos a ter uma vida \u201cnormal\u201d. As vacinas ajudaram a impedir mais mortes, o uso de m\u00e1scara j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais obrigat\u00f3rio e podemos nos reunir em eventos, festas e confraterniza\u00e7\u00f5es novamente. Mas algumas mudan\u00e7as vieram para ficar. Reuni\u00f5es que antes eram presenciais passaram a ser feitas por videochamada e muita gente n\u00e3o abre m\u00e3o do \u00e1lcool em gel dentro da bolsa ou mochila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-73c5dd0d37f9723ab3debe47efdb18fa\"><strong>SA\u00daDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cinco anos, a humanidade foi surpreendida pelo in\u00edcio da pandemia de Covid-19. O que imagin\u00e1vamos ser uma quarentena tempor\u00e1ria se transformou em dois anos de desafios intensos. No come\u00e7o, com pouca informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica sobre o v\u00edrus e sua dissemina\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, m\u00e9dicos, depend\u00edamos das not\u00edcias da m\u00eddia para entender o que estava acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos em casa, sob fortes restri\u00e7\u00f5es, enquanto os servi\u00e7os de sa\u00fade tentavam se organizar para a sobrecarga que viria. Os primeiros meses foram marcados por incertezas e pelo desconhecimento sobre tratamentos eficazes. Aos poucos, descobrimos o potencial das redes sociais para a troca de informa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Aulas, textos e discuss\u00f5es entre profissionais ajudaram a aprimorar o cuidado com os pacientes. O uso de corticoides, anticoagulantes e outras estrat\u00e9gias m\u00e9dicas passou a salvar vidas, mas, infelizmente, nem todos resistiam \u00e0 gravidade da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>As equipes de sa\u00fade foram reconhecidas como her\u00f3is, mas a realidade era dura: trabalho exaustivo, hospitais lotados, colegas adoecendo e a press\u00e3o emocional constante. A maioria resistiu bravamente, enfrentando quase dois anos de uma rotina desafiadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo, as incertezas foram sendo superadas, e os tratamentos se tornaram mais eficazes. A chegada da vacina foi um al\u00edvio, trazendo esperan\u00e7a e reduzindo gradualmente a superlota\u00e7\u00e3o hospitalar. Mas os impactos da pandemia n\u00e3o terminaram ali.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de sa\u00fade sofreu as consequ\u00eancias do longo per\u00edodo de restri\u00e7\u00f5es. Muitas pessoas, que por dois anos n\u00e3o puderam realizar exames e consultas de rotina, tiveram o agravamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e o diagn\u00f3stico tardio de enfermidades graves, como o c\u00e2ncer. Al\u00e9m disso, os pacientes que contra\u00edram Covid-19 e desenvolveram sequelas seguem em acompanhamento m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00fade mental tamb\u00e9m foi profundamente afetada. O isolamento social, o medo da doen\u00e7a e das perdas, o desemprego e as mudan\u00e7as na rotina, como o home office e o ensino remoto, deixaram marcas psicol\u00f3gicas que ainda se fazem presentes. Crian\u00e7as e adolescentes, por exemplo, tiveram dificuldades em se readaptar \u00e0 escola presencial ap\u00f3s tanto tempo longe das salas de aula. O aumento de casos de depress\u00e3o e ansiedade refor\u00e7a o quanto a pandemia impactou o bem-estar emocional da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para tr\u00e1s, temos a sensa\u00e7\u00e3o de uma batalha dura e desafiadora que conseguimos superar. A pandemia nos trouxe aprendizados valiosos na \u00e1rea da sa\u00fade, mas os desafios ainda n\u00e3o terminaram. As consequ\u00eancias desse per\u00edodo seguir\u00e3o sendo sentidas por muito tempo, e ainda n\u00e3o sabemos exatamente a extens\u00e3o dos danos a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fica \u00e9 a necessidade de cuidar n\u00e3o apenas do corpo, mas tamb\u00e9m da mente e de fortalecer o sistema de sa\u00fade para que possamos enfrentar melhor qualquer desafio futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Dra. Ana Claudia Chiari &#8211; Hematologista e Diretora de Administra\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as da\u00a0Unimed\u00a0Salto\/Itu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-76173756391b716180acf1af616c81f4\"><strong>EDUCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando afirmamos que a pandemia da COVID-19 modificou o mundo, n\u00e3o podemos negar que as institui\u00e7\u00f5es educacionais passaram por grandes transforma\u00e7\u00f5es. Em nosso col\u00e9gio, n\u00e3o foi diferente. Assim que foi decretado o afastamento dos alunos, professores e funcion\u00e1rios do ambiente escolar, come\u00e7amos a realizar reuni\u00f5es remotas para determinar as primeiras provid\u00eancias a serem tomadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem das crian\u00e7as. Grandes plataformas, que at\u00e9 ent\u00e3o eram utilizadas esporadicamente, passaram a ser a \u201cvoz e os ouvidos\u201d dos professores dentro da casa de cada aluno. T\u00ednhamos que lidar, nesse primeiro momento, com o medo das crian\u00e7as e de seus familiares diante da doen\u00e7a que atingia nossa comunidade, al\u00e9m da incerteza do que ainda estava por vir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1400\" height=\"988\" src=\"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2-1400x988.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-147074\" srcset=\"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2-1400x988.jpg 1400w, https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2-700x494.jpg 700w, https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2-768x542.jpg 768w, https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2-1536x1085.jpg 1536w, https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Equipe-Colegio-Almeida-Junior-2.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1400px) 100vw, 1400px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><sup>O Col\u00e9gio Almeida J\u00fanior se fortaleceu e se reinventou, sempre priorizando a educa\u00e7\u00e3o e o bem-estar dos alunos. Na foto, da esquerda para a direita, a equipe do col\u00e9gio: a Diretora Financeira Adriana Pascale; a Diretora Pedag\u00f3gica Coordenadora do Infantil e Fundamental I, Claudia Maria Ceratti Capelli; a Diretora Geral, Maria Rita Geloramo Pascale e a Coordenadora do Fundamental II e Ensino M\u00e9dio, Regina Aparecida Fernandes Deamo (Foto: Arquivo\/Col\u00e9gio Almeida J\u00fanior)<\/sup><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fomos, aos poucos, introduzindo, atrav\u00e9s da tecnologia e dos materiais virtuais, os conte\u00fados ministrados a cada s\u00e9rie, garantindo, assim, um tempo de aula de qualidade diariamente. Afinal, para n\u00f3s, seriam poucos dias afastados do Almeida J\u00fanior. Neste per\u00edodo, um dos maiores desafios foi, sem d\u00favida, adaptar-se ao uso do computador e do celular e ao mundo tecnol\u00f3gico. Muitos profissionais e as pr\u00f3prias fam\u00edlias n\u00e3o tinham o h\u00e1bito de trabalhar diariamente com o mundo virtual, uma vez que nosso material era f\u00edsico e a plataforma digital utilizada para as atividades complementares. Os professores come\u00e7aram a improvisar em suas casas lousas e materiais para criar aulas din\u00e2micas; utilizavam v\u00eddeos, filmavam conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias e usavam materiais do cotidiano para explicar e exemplificar os conte\u00fados de cada bimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos, fomos garantindo a constru\u00e7\u00e3o das aprendizagens. As s\u00e9ries que demandavam cuidados maiores eram os anos iniciais do Fundamental 1, onde ocorre a alfabetiza\u00e7\u00e3o e a transi\u00e7\u00e3o da letra de forma para a letra cursiva e tornava-se dif\u00edcil uma vez que a&nbsp; professora desempenha um papel fundamental nessa constru\u00e7\u00e3o, pois &#8216;pegar na m\u00e3ozinha&#8217; do aluno para ajud\u00e1-lo a desenhar cada letra ou palavra \u00e9 essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada per\u00edodo em que anunciavam a extens\u00e3o do isolamento, perceb\u00edamos o des\u00e2nimo das crian\u00e7as, pois estar em casa, sem o contato social que o col\u00e9gio proporcionava diariamente, estava deixando-as, em alguns momentos, depressivas. Apesar de estarem em fam\u00edlia, todos&nbsp; trabalhavam&nbsp; remotamente e n\u00e3o podiam dispensar aten\u00e7\u00e3o aos pequenos e aos jovens. Alguns pais, nessa \u00e9poca, relataram que acabaram invertendo seus hor\u00e1rios de trabalho para estar com os filhos, optando por trabalhar durante a noite para ter um per\u00edodo do dia livre e ficar com eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como dizem, \u201cn\u00e3o h\u00e1 mal que n\u00e3o traga um pouco de bem\u201d, nossa institui\u00e7\u00e3o escolar conseguiu superar esse per\u00edodo, e muitas ferramentas utilizadas tornaram-se companheiras permanentes nas salas de aula. O mundo virtual ampliou as explica\u00e7\u00f5es e os saberes dos professores, trazendo o conhecimento em tempo real para a sala de aula. Conectou amigos, vizinhos, cidades e pa\u00edses, permitindo a busca e a troca de estudos de forma globalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno das crian\u00e7as ocorreu gradualmente, e as aulas h\u00edbridas (presenciais\/virtuais) tornaram-se o novo desafio a ser vivenciado. Atender \u00e0s demandas dos alunos presentes na sala de aula, enquanto alguns ainda acompanhavam os estudos de casa, foi a nova fase p\u00f3s-isolamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno das crian\u00e7as nos trouxe preocupa\u00e7\u00f5es reais. Muitos chegaram com crises de ansiedade e p\u00e2nico. As m\u00e1scaras, o \u00e1lcool em gel, o distanciamento e outras regras sociais foram observados e cumpridos a fim de evitar o contato e o perigo da doen\u00e7a. Alguns alunos estavam abalados com a perda de parentes pr\u00f3ximos e, todos os dias, sentiam a necessidade de relatar seus medos e sofrimentos. Acolh\u00edamos esses alunos com palavras e gestos de carinho para que se sentissem reconfortados.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ap\u00f3s cinco anos dessa trag\u00e9dia mundial, percebemos mudan\u00e7as comportamentais e sociais nas crian\u00e7as e nas fam\u00edlias, de modo geral. As regras de distanciamento e os cuidados com a sa\u00fade passaram a fazer parte do dia a dia, e o uso do \u00e1lcool em gel tornou-se um h\u00e1bito, principalmente entre os alunos mais velhos. Compreendemos que a falta do ambiente escolar por quase dois anos tamb\u00e9m impactou a aprendizagem das crian\u00e7as. Muitas acabaram desenvolvendo transtornos que interferem em sua aprendizagem e necessitam de cuidados extras com terapeutas e psic\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentimos que a sociedade, de modo geral, (re) descobriu, ap\u00f3s esse per\u00edodo, o valor real das escolas e dos professores que atuam diariamente com crian\u00e7as e jovens. Nos dias atuais, o ambiente escolar deve ser harm\u00f4nico, saud\u00e1vel e, principalmente, parceiro das fam\u00edlias que se preocupam e buscam sempre deixar a seus filhos a verdadeira heran\u00e7a: a<strong> EDUCA\u00c7\u00c3O.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Diretora Geral do Col\u00e9gio Almeida J\u00fanior, Maria Rita Geloramo Pascale<\/em><\/strong> <strong>e <em>Diretora pedag\u00f3gica e Coordenadora da Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Ensino Fundamental I do Col\u00e9gio Almeida J\u00fanior, Claudia Maria Ceratti Capelli<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-vivid-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-a56846cb38d8de043764d234e5e80f1e\"><strong>MUDAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"418\" height=\"669\" src=\"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/marco-anacris-matiz-atelie-visual-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-147076\" style=\"width:253px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/marco-anacris-matiz-atelie-visual-edited.jpg 418w, https:\/\/jornalperiscopio.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/marco-anacris-matiz-atelie-visual-edited-312x500.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Confira entrevista com Marco Gon\u00e7alves, formado em jornalismo, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Fotografia Contempor\u00e2nea e em Hist\u00f3ria da Arte, \u00e9 artista e gestor de Matiz Ateli\u00ea Visual, espa\u00e7o dedicado \u00e0s artes visuais em Itu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1) Como voc\u00ea recebeu a informa\u00e7\u00e3o da pandemia? Quais foram as primeiras atitudes tomadas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a pandemia apareceu, eu vivia um momento de boas expectativas em Sorocaba, onde mor\u00e1vamos havia dois anos. Meu espa\u00e7o dedicado \u00e0s artes visuais ocupava um novo endere\u00e7o, mais espa\u00e7oso, e eu fazia uma especializa\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Arte, na Belas Artes de S\u00e3o Paulo. Planejava a primeira exposi\u00e7\u00e3o nesse novo local, que seria a quarta na cidade, e tinha um grupo de estudos em andamento. Tivemos que suspender tudo. Paguei um aluguel reduzido, fruto de um acordo com o propriet\u00e1rio, por v\u00e1rios meses at\u00e9 vencer o primeiro ano de loca\u00e7\u00e3o. Fechamos o boteco e ficamos isolados em nosso apartamento. Ao menos eu tinha as aulas da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o on-line, o que me manteve em atividade, com mais tempo para estudar. Mas, como sou asm\u00e1tico, me sentia muito vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2) Sobre sua vinda para Itu, a pandemia foi um dos motivos? Quais benef\u00edcios voc\u00ea teve vindo para c\u00e1?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estava em nossos planos sair de Sorocaba antes da pandemia. O que ocorreu \u00e9 que, no primeiro semestre de 2021, apareceu uma pessoa interessada em comprar um im\u00f3vel que eu tinha em Bras\u00edlia, onde vivi por 15 anos. A\u00ed, conversamos em fam\u00edlia e achamos que, com a grana da venda, poder\u00edamos sair do aluguel e mudar para um lugar mais tranquilo, talvez para um cidade menor, com menos tr\u00e2nsito, menos gente, menos contato humano (risos). Eu realmente me sentia amedrontado pelo fato de ser asm\u00e1tico. N\u00e3o conhecia Itu muito bem, s\u00f3 havia visitado a cidade duas ou tr\u00eas vezes. Na decis\u00e3o de mudar para c\u00e1, pesaram tr\u00eas coisas: o fato de ser uma cidade tur\u00edstica, com um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico bem conservado. A localiza\u00e7\u00e3o, pr\u00f3xima tanto de Tiet\u00ea, a cidade dos meus sogros, como de S\u00e3o Paulo, a cidade onde moram meu filho e minha m\u00e3e. E o fato de ter uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passava de 200 mil habitantes, pois \u00e0quela altura, quanto menos gente, melhor. Achamos uma bela casa em um pequeno condom\u00ednio, fora da regi\u00e3o central e pr\u00f3ximo \u00e0 rodovia Santos Dumont. Eu nunca havia morado em uma casa quando adulto, sempre em apartamentos. Essa mudan\u00e7a, totalmente imprevista, foi um efeito colateral positivo da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3) Quais os principais impactos voc\u00ea acredita que a pandemia deixou na humanidade, al\u00e9m das muitas perdas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quase nada. A rigor, apenas aquela parcela da popula\u00e7\u00e3o global mais instru\u00edda e bem informada, que \u00e9 minorit\u00e1ria, adotou mudan\u00e7as em suas vidas. Embora eu seja paulistano e pudesse viver em S\u00e3o Paulo, decidimos levar uma vida mais leve e sustent\u00e1vel. Decidimos abrir m\u00e3o de certas coisas em favor de uma vida desacelerada e mais segura em Itu. Aqui, temos esse problema cr\u00f4nico da falta de \u00e1gua, que \u00e9 apenas mais um sintoma da explora\u00e7\u00e3o desenfreada dos recursos naturais. Mas somos um casal, conseguimos lidar com esse problema sem grandes sobressaltos. Se precisar, a gente fica uns dias sem tomar banho (risos).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4) \u2060O que ficou de legado do per\u00edodo de isolamento social em sua vida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de viver em uma cidade de menor porte foi o evento mais marcante, algo estrutural. Aqui em Itu, em maio de 2023 reabrimos nosso espa\u00e7o dedicado \u00e0s artes visuais, chamado Matiz Ateli\u00ea Visual. J\u00e1 fizemos oito exposi\u00e7\u00f5es em dois anos, angariamos muito amigos e levamos uma vida tranquila. Como eu nunca havia morado em uma cidade com menos de 500 mil habitantes, estamos passando por um processo de reeduca\u00e7\u00e3o social (risos). Talvez eu ganhe menos dinheiro aqui, mas estamos mais satisfeitos com nossa vida.&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u20605) Por fim, voc\u00ea acredita que a humanidade est\u00e1 mais preparada para uma poss\u00edvel futura pandemia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de trabalhar com artes, trabalhei com ecologistas em entidades dedicadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da natureza e \u00e0s pol\u00edticas socioambientais. Havia uma ec\u00f3loga que costumava dizer, em tom de alerta, que as interven\u00e7\u00f5es humanas nos processos naturais e, especialmente os rumos da biotecnologia, potencializavam a ocorr\u00eancia de cat\u00e1strofes como a pandemia da covid-19. N\u00e3o \u00e9 o caso de aprofundar o tema aqui, mas, essas atividades que submetem os componentes da natureza a condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o nada sustent\u00e1veis n\u00e3o foram interrompidas ap\u00f3s a pandemia. A pandemia n\u00e3o foi capaz de produzir uma articula\u00e7\u00e3o global de alto n\u00edvel, multilateral, que conduzisse a uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica profunda do rumo que estamos dando \u00e0s nossas atividades e a nossa rela\u00e7\u00e3o com as demais formas de vida. Pelo contr\u00e1rio: segmentos da sociedade que desprezam o multilateralismo e combatem a cr\u00edtica e a ci\u00eancia humanistas est\u00e3o hoje em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a global. Ou seja, seguimos cegos at\u00e9 a pr\u00f3xima crise. Dif\u00edcil ser otimista diante desse quadro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o tiveram um grande impacto ap\u00f3s o surgimento da Covid-19, que obrigou o mundo todo a se isolar para preservar vidas.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":147013,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[282,206,14],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.8 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pandemia, 5 anos depois: o que mudou?<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o tiveram um grande impacto ap\u00f3s o surgimento da Covid-19, que obrigou o mundo todo a se isolar para preservar vidas.\" \/>\n<meta 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