Aprovação da SAF do Ituano repercute na cidade
Nas redes sociais, a repercussão da votação que transformou o Ituano Futebol Clube em SAF foi grande e negativa. Críticas tanto nas páginas do clube quanto do Periscópio se deram, em maioria, pelos moldes e circunstâncias em que o acordo foi informado. A reportagem do JP conversou com conselheiros do Ituano, que falaram a respeito.
“A questão da SAF foi debatida durante muito tempo. O projeto foi amadurecendo e acho que chegou o momento do Ituano dar um passo à frente, onde cedo ou tarde todo o futebol será transformado em sociedade anônima”, diz Carlos Eduardo Cardeal Santoro, o Dado Santoro, que acrescenta. “E quero destacar que na proposta foi incluído que será mantido toda a história passada com nome, símbolo e cidade não podendo ser alteradas. E nas reuniões com os gestores eles garantiram que o projeto agora é investir com um novo parceiro, que trará novos recursos para o futebol”.
“E ainda já contando com o apoio da Prefeitura, que tem muitos projetos para parceria no esporte. E o torcedor quer um time vencedor. E a atual gestão já provou que sabe fazer isto. Mas o futebol é gostoso porque nem sempre dá certo. E nenhum time consegue ganhar sempre”, conclui o conselheiro.
Manoel Roldan, também conselheiro do clube, falou. “É importante esclarecer um ponto que tem gerado críticas: não houve doação de 60% do Ituano. O que aconteceu foi a constituição de uma nova empresa, a Ituano SAF, onde o clube permanece com 40% do capital social.”
“Esses 40% foram integralizados com patrimônio imaterial valioso (o nome, o hino, as cores, o símbolo e toda a tradição esportiva do Ituano). Por outro lado, a Dimache, que já era responsável pela gestão do futebol desde 2009, integralizou sua participação de 60% com atletas profissionais e de base, contratos em vigor e ativos relacionados ao futebol que estavam sob sua administração”, explica.
“Portanto, não se trata de perda, e muito menos de doação. É uma reorganização societária que torna a relação mais transparente e sólida. Além disso, o Ituano conquistou o direito de indicar dois nomes de sua confiança para o Conselho de Administração da SAF, o que assegura participação efetiva nas decisões estratégicas. Coisa que não existe atualmente”, prossegue o conselheiro.
“No meu ponto de vista, o Ituano sai fortalecido com essa mudança: mantém sua identidade, amplia sua capacidade de governança, abre portas para novos parceiros e investimentos e dá um passo importante rumo à profissionalização do futebol. E vale destacar um ponto essencial: se um dia a SAF deixar de existir, o Ituano Futebol Clube permanece. O clube segue sendo a instituição centenária que sempre foi, com sua história, seu patrimônio social e sua torcida. A SAF é um instrumento para o desenvolvimento, mas o Ituano é eterno”, conclui Manoel.

